Após cirurgia de tumor raro, família de Santos busca apoio para recuperação
Após anos de espera e preocupação, a santista Ana Paula Santos e Silva finalmente conseguiu realizar a cirurgia de um tumor, procedimento que aguardava desde 2019.
Assim, ela convivia com um papiloma sinonasal invertido que se desenvolve na região nasal e nos seios da face.
O caso ganhou repercursão diante do agravamento do quadro clínico, quando seu filho Nicolas passou a mobilizar as redes sociais para buscar ajuda e dar visibilidade à situação enfrentada pela mãe.
Segundo ele, antes da cirurgia Ana Paula apresentava dificuldades para respirar, dores intensas e comprometimento da visão.
Portanto, exigia acompanhamento médico e a realização de exames constantes.
Internação e cirurgia
A mobilização sensibilizou autoridades médicas e possibilitou que ele fosse internada na Santa Casa de Santos.
Assim, permaneceu por 22 dias internada até conseguir realizar a cirurgia, que ocorreu no último dia 29 de agosto.
Dessa forma, o resultado do procedimento trouxe alívio à família.
“Minha mãe está bem. A cirurgia correu melhor do que o esperado. Havia o receio de que ela pudesse provocar alterações na face ou comprometer ainda mais sua visão, o que não ocorreu”, relatou.
Ele destacou também que sua a mãe está falando normalmente e apresenta o rosto preservado.
No entanto, apesar do resultado positivo, a família ainda aguarda os resultados dos exames realizados com o material retirado durante a cirurgia.
A análise anatomopatológica será importante para identificar as características da lesão e determinar se haverá necessidade de novos cuidados ou tratamentos.
Nova mobilização
A cirurgia representou uma importante conquista para Ana Paula e seus filhos.
Contudo, a família enfrenta agora um novo desafio: custear o tratamento de recuperação pós-cirúrgico e arcar com as despesas com moradia e alimentação.
Neste momento, segundo ele, precisam de apoio para despesas básicas durante o período de recuperação de tratamento.
Para tanto, disponibilizou uma chave Pix (13991197590) em sua biografia do perfil no Instagram (@opereminhamae) criado para acompanhar sua história.
Assim, Nicolas também ressalta que a ajuda não precisa ser necessariamente financeira.
“Pessoas que possam oferecer alimentos, hospedagem temporária, moradia ou indicar instituições e serviços que prestem assistência também podem contribuir”, salienta.
Ele pede ainda que sua história seja compartilhada para ampliar a possibilidade de encontrar pessoas ou instituições que possam oferecer algum tipo de suporte.
Características da doença
O papiloma sinonasal invertido é um tumor raro que se desenvolve no revestimento da cavidade nasal e dos seios da face.
Na maioria dos casos, é considerado benigno. Isso significa que, inicialmente, não é classificado como câncer. Entretanto, pode apresentar comportamento localmente agressivo, crescendo e comprometendo estruturas próximas.
Entre as possíveis consequências estão a obstrução das vias respiratórias e o comprometimento de estruturas da face e da região orbitária, que envolve os olhos.
Por esse motivo, a doença exige avaliação especializada e acompanhamento médico. Também existe possibilidade de recorrência após o tratamento, principalmente quando não é possível retirar completamente a lesão.
Em uma parcela dos casos, o papiloma pode ainda estar associado ao carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer.
Por isso, a análise do material retirado durante a cirurgia é fundamental para determinar os próximos passos do tratamento.
A origem do papiloma sinonasal invertido ainda não é completamente conhecida.
Estudos investigam possíveis associações com determinados tipos do HPV e processos inflamatórios crônicos da mucosa nasal, embora esses fatores não estejam necessariamente presentes em todos os casos.

A doença se desenvolve no revestimento da cavidade nasal e dos seios da face. Foto: Acervo Pessoal