Unifesp divulga nota sobre violência contra aluno, vítima de espancamento
A violência praticada contra o estudante Marcelo de Oliveira Rocha na noite de sexta-feira motivou lançamento de nota oficial pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Ele havia participado de um ato promovido pela banda Esquerdantina, de apoio ao presidente Lula, na noite de sexta.
Ao sair do ato, sofreu espancamento próximo ao local. Não se sabe quem foram os autores do crime.
O jovem (foto acima), de 30 anos, está em internado em caso grave na UTI na Santa Casa de Santos.
Páginas nas redes sociais chegaram a anunciar a morte cerebral do estudante.
Porém, não houve comprovação oficial até o momento.
Internado em Santos, houve transferência do jovem para o hospital da Unifesp em São Paulo.
Lá, fará novos exames para atestar a situação do jovem e atestar oficialmente sua morte cerebral ou não.
Marcelo é engenheiro ambiental e havia saído do curso de Mestrado em Ecologia Marinha da Unifesp, campus Baixada Santista, para participar do ato.
Assim, um vídeo divulgado na página Viver em Santos mostra que Marcelo foi abordado por um grupo de jovens que utilizavam bicicletas.
“Dá o telefone, dá o telefone”, diz um dos agressores do estudante.
Depois a câmera permanece filmando Marcelo, mas perde-se o foco.
Só ouve-se um barulho, provavelmente da queda dele no chão, e um dos agressores fala: “Vixe, o cara dormiu”.
Há a voz de uma jovem também no vídeo gravado que indaga. “Tá ao vivo”, demonstrando que o vídeo da agressão estava sendo gravado.
Veja o momento da abordagem
https://www.instagram.com/reel/De7sC5uST26/?dlrf=c3hpcGowMnhydWc1
Confira a nota
“A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) manifesta seu profundo repúdio à violência sofrida por Marcelo de Oliveira Rocha, estudante da instituição, brutalmente agredido na madrugada deste sábado (24), em Santos, no litoral paulista. Marcelo permanece hospitalizado, e seu estado de saúde é motivo de grande preocupação para toda a comunidade universitária.
A Unifesp expressa sua solidariedade a Marcelo, seus familiares, amigos e colegas, com o desejo de sua recuperação. A gravidade do ocorrido exige a apuração rigorosa das circunstâncias e motivações da agressão, bem como a identificação e responsabilização dos envolvidos.
Independentemente das motivações que venham a ser esclarecidas, a violência não pode ser naturalizada ou tolerada.
O respeito à vida, à integridade das pessoas e ao direito à participação na vida pública constitui fundamento indispensável da convivência democrática.
Neste momento, a Universidade acompanha atentamente a situação e, por meio da direção do compus Baixada Santista, do Instituto do Mar e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Políticas Afirmativas (Praepa), está prestando apoio ao estudante e à sua família.
Assim, a instituição também conta com a mobilização do Hospital São Paulo (HU-HSP).
Ela está atuando para oferecer suporte especializado, conforme as necessidades do caso.
A Unifesp tem seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e se une à comunidade acadêmica na esperança pela recuperação de Marcelo.
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