UPA Zona Leste reforça orientações sobre a “varíola dos macacos” | Boqnews
18 de agosto de 2022

UPA Zona Leste reforça orientações sobre a “varíola dos macacos”

No último mês de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a doença é uma emergência de saúde pública e de alcance internacional. Com o crescimento exponencial de casos da varíola símia, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Zona Leste, localizada em Santos (SP), reforça as orientações sobre as características da doença e principais cuidados para a prevenção.

Referência para atendimentos de urgência e emergência, a UPA Zona Leste pertence a rede pública de saúde da Prefeitura de Santos, sendo gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde, que desenvolveu recentemente um manual técnico específico sobre a doença, que estabelece diretrizes para identificação e isolamento de pacientes, além de reforçar a sistemática para utilização segura dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais no atendimento de casos suspeitos e confirmados.

Até esta quarta-feira (17), a unidade, localizada no litoral sul de São Paulo, já atendeu quatro casos suspeitos da doença, sendo um deles confirmado.

Apesar de se chamar “varíola dos macacos”, a transmissão da doença não está relacionada aos primatas. O nome vem da descoberta do vírus (monkeypox) em macacos num laboratório dinamarquês, em 1958. Atualmente, as transmissões são atribuídas à contaminação de pessoa para pessoa, e associada fortemente ao contato pele a pele e sexual.

Além do contato direto entre pessoas, e a exposição próxima e prolongada com gotículas e outras secreções respiratórias, Gisele Abud, diretora Técnica da UPA Zona Leste, alerta para outras formas de contaminação.

“O contato com objetos recentemente contaminados, como roupas, toalhas, roupas de cama, pratos e outros utensílios propiciam a infecção. Estudos indicam que o vírus também pode ser transmitido pela saliva”, explica Gisele.

Sinais e sintomas característicos da varíola dos macacos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), na maioria dos casos, os sintomas da infecção são divididos em duas etapas, sendo elas:

Período de invasão: Os sintomas se estendem até cinco dias, e são caracterizados por febre, dor de cabeça intensa, inchaço na região do pescoço, axilas e virilhas, dor muscular, dor nas costas e falta de energia. O aumento das ínguas – surgimento de caroços localizadas na região do pescoço, orelha, virilha, axilas, cotovelo ou mandíbula – é um importante sinal que difere a doença de outras, como o sarampo.
Erupção cutânea: Geralmente, as feridas surgem em até três dias após a febre, e tendem a se concentrar no rosto, nas extremidades do corpo, palma das mãos, plantas dos pés, boca, ânus e regiões genitais.

“Inicialmente, as feridas são planas e avermelhadas, com o passar dos dias elas evoluem para bolhas volumosas que se enchem de um líquido amarelado, formam uma ‘casquinha’ que, posteriormente, caem. Altamente infecciosa, elas são um dos principais meios de transmissão da doença”, alerta a diretora da UPA.

 

Cuidados recomendados

De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas imunossuprimidas – àquelas que possuem “imunidade baixa”, como idosos, pacientes oncológicos ou comorbidades – gestantes e crianças, são vulneráveis e podem apresentar sintomas mais graves. Entretanto, qualquer pessoa pode contrair o vírus e transmiti-lo.

Individualmente, existem pelo menos sete medidas para proteção e que contribuem para a redução do risco de contágio e transmissão do vírus monkeypox. “Essencialmente, a orientação é evitar contato com pessoas infectadas ou suspeitas, lavar as mãos e usar máscara. Ao apresentar sintomas, é necessário buscar atendimento médico. São medidas já conhecidas e que também servem como forma de prevenção à covid-19”, ressalta Gisele.

 

1.    Fique atento aos sinais e sintomas. Caso identifique algum, é importante buscar acompanhamento médico;

2.    Mantenha o distanciamento de pessoas infectadas ou com suspeita. Além do contato sexual, o vírus também é transmitido em situações como tocar, abraçar, beijar;

3.     Não compartilhe objetos, incluindo roupas, toalhas e outros utensílios pessoais;

4.     Utilize máscaras, principalmente se for do grupo de risco;

5.     Cobra braços e pernas em locais com aglomeração;

6.      Higienize as mãos com água, sabão e álcool em gel;

7.      Limite o número de parceiros sexuais para reduzir a possibilidade de transmissão.

Da Redação
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