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11 DE MAIO DE 2018

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USP apresenta estudo sobre navegação no canal do porto

USP divulgou o estudo, a pedido da Codesp, que analisa a questão da profundidade do canal do estuário de acesso ao Porto de Santos, o principal da América Latina

Por: Da Redação

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USP – Universidade de São Paulo apresentou uma nova fase do Estudo e Pesquisa de Obras para a Otimização Morfológica, Náutica e Logística do Canal de Acesso do Porto de Santos.

O estudo foi feito a pedido da Codesp, autoridade portuária do Porto de Santos.

O levantamento ocorre por meio dos laboratórios do Centro de Gestão em Estudos Navais – CEGN/USP e do Tanque de Provas Numérico – TPN/USP.

A apresentação foi conduzida pelos professores Marcos Pinto, do CEGN, e Rafael Watai, pesquisador do TPN.

Logo, o trabalho teve como foco a manobrabilidade de navios de comprimento de 366m e interação hidrodinâmica, além da avaliação de cenários econômicos, considerando-se projeção de demandas de cargas e da frota a atender, analisada sob o aspecto de custo-benefício.

Assim, na verificação de cenários, o estudo promoveu uma análise de custo-benefício com avaliação de valores econômicos a partir do cenário atual (profundidade de 15m) e de um cenário futuro (profundidade de 17m) viável para navios de até 15 mil TEU, considerando-se os investimentos em infraestrutura do canal de acesso, custos de manutenção em dragagem do canal, investimentos dos terminais em reforço e aprofundamento dos berços, bem como novos equipamentos, resultando em ganhos econômicos aos usuários, gerado pelo atendimento a navios de maior porte.

Logo, o passo inicial da implantação desse projeto concentra-se no aprofundamento para 16 metros.

Presidente da Codesp, Alex Oliva, enfatizou a importância do trabalho desenvolvido pela USP. Foto: Divulgação

Manobras

Em síntese, sobre a manobrabilidade, o estudo utilizou simulações matemáticas considerando navio porta contêiner com 366 metros de comprimento e 52 metros de boca, com capacidade para 14 mil TEU, com objetivo de avaliar a viabilidade do acesso de navios desse porte em Santos, que atualmente atende porta contêiner com até 336 metros de comprimento, 48 metros de boca e 14 mil TEUS de capacidade, com base em resolução da Capitania dos Portos.

Desta forma, esse mesmo estudo que verificou situações de manobras no canal de navegação, também avaliou a interação hidrodinâmica e os esforços provocados sobre o sistema de amarração e de compressão sobre defensas devido à passagem das embarcações, resultando em recomendações para amarração dos navios, visando evitar-se o rompimento de cabos de amarração.

Enfim, quanto à viabilidade das manobras de entrada e saída de navios com LOA 366 , as condições ambientais e meteorológicas necessárias devem apresentar visibilidade acima de uma milha náutica, estofo de maré, vento abaixo de 15 nós e ondas abaixo de 1,5 metro. Quanto aos rebocadores, seria necessária a utilização de 4 embarcações, com rebocadores centro proa e centro popa com capacidade de tração de 70 toneladas e soma total dos empuxos de 270 toneladas de tração.

Em suma, quanto à amarração, o estudo conclui que, considerando a interação hidrodinâmica entre os navios passantes e os atracados, são necessário novos planos de amarração, com uso de traveses e observação por parte das tripulações para que os cabos não fiquem brandos, além de fiscalização constante, atenção, cuidados e vigilância por parte da embarcação, administração do porto e de terminais.

USP e Codesp

Assim, a Codesp irá agora desenvolver planos para implantar as recomendações do estudo, no que se refere aos novos navios, além de cumprir determinações da Autoridade Marítima no que se refere aos eventos de rompimento de cabos de amarração.

Em síntese, a apresentação reuniu representantes do setor privado, de associações e entidades do segmento portuário, além da autoridade marítima, com a presença do Capitão de Mar e Guerra Daniel Américo Rosa , Capitão dos Portos de São Paulo, e técnicos e gestores da Autoridade Portuária.

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