A convocação da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) para a explanação do projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), realizada na tarde da última quarta-feira (17), foi apenas mais um capítulo sem grandes novidades em uma novela que se estende há 15 anos nos “roteiros” políticos da Baixada Santista e do Estado de São Paulo.
Contando com a presença de munícipes, sociedade civil e autoridades da região, a expectativa foi de esclarecimentos mais concisos sobre diversos pontos: entre eles, a logística do itinerário, quais os reais impactos da implantação do SIM na região (Sistema Integrado Metropolitano, que abriga o conceito do VLT e os demais transportes públicos convencionais, como os ônibus intermunicipais e circulares), quais as consequências do trânsito nas avenidas principais e até mesmo questionamentos sobre os sítios arqueológicos encontrados nos locais onde o veículo passará.
Conselheiro Nébias
O ponto mais polêmico pautado, entretanto, foi quanto ao trecho da Avenida Conselheiro Nébias. Os técnicos Cristiane Diaz e Carlos Romão Martins foram questionados pelo vereador Murilo Barletta (PR) quanto ao tráfego de carros na avenida. "Vai ser compartilhado. Na verdade, a gente vai colocar um dispositivo de forma que os automóveis não trafeguem na área onde passa o VLT, mas que não atrapalhe o trânsito. Só em casos de extrema necessidade, como de ambulâncias, que elas poderão passar pela área do VLT. Por causa dessa complexidade é preciso fazer uso compartilhado", disse Cristiane.
Também foi levantado sobre o número de linhas de ônibus, boa parte em trânsito na Avenida Conselheiro Nébias, ao ponto que a arquiteta afirmou: "Isso faz parte do estudo da rede de transportes. Vai haver a retirada de linhas, principalmente as intermunicipais. Mas a ideia é que os ônibus não circulem junto com o VLT".
E para onde seriam transferidos essas linhas - ou se é viável que veículos transitem nas vias? "Ainda não estamos com o estudo dos transportes rodoviários fechado. O que temos é uma proposta de contabilização e viabilidade com as instituições responsáveis pelo tráfego", respondeu.
Rua do Comércio
O caso mais crítico, segundo os profissionais da EMTU, é a Rua do Comércio, por passar automóveis, ônibus e mais a linha do bonde. "Vão passar os dois trajetos, um do lado do outro", afirmou Martins. Quanto aos automóveis, ainda não se sabe se será viável a passagem.
Passagem
Quanto ao custo da passagem. a EMTU esclareceu que ainda não foi estudado o preço - mas que haverá a integração do sistema de bilhetes, o que não deverá sofrer alterações muito pontuais em relação ao preço da tarifa cobrado na atualidade na região.
A convocação da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) para a explanação do projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), realizada na tarde da última quarta-feira (17), foi apenas mais um capítulo sem grandes novidades em uma novela que se estende há 15 anos nos “roteiros” políticos da Baixada Santista e do Estado de São Paulo.
Contando com a presença de munícipes, sociedade civil e autoridades da região, a expectativa foi de esclarecimentos mais concisos sobre diversos pontos: entre eles, a logística do itinerário, quais os reais impactos da implantação do SIM na região (Sistema Integrado Metropolitano, que abriga o conceito do VLT e os demais transportes públicos convencionais, como os ônibus intermunicipais e circulares), quais as consequências do trânsito nas avenidas principais e até mesmo questionamentos sobre os sítios arqueológicos encontrados nos locais onde o veículo passará.
Conselheiro Nébias
O ponto mais polêmico pautado, entretanto, foi quanto ao trecho da Avenida Conselheiro Nébias. Os técnicos Cristiane Diaz e Carlos Romão Martins foram questionados pelo vereador Murilo Barletta (PR) quanto ao tráfego de carros na avenida. “Vai ser compartilhado. Na verdade, a gente vai colocar um dispositivo de forma que os automóveis não trafeguem na área onde passa o VLT, mas que não atrapalhe o trânsito. Só em casos de extrema necessidade, como de ambulâncias, que elas poderão passar pela área do VLT. Por causa dessa complexidade é preciso fazer uso compartilhado”, disse Cristiane.
Também foi levantado sobre o número de linhas de ônibus, boa parte em trânsito na Avenida Conselheiro Nébias, ao ponto que a arquiteta afirmou: “Isso faz parte do estudo da rede de transportes. Vai haver a retirada de linhas, principalmente as intermunicipais. Mas a ideia é que os ônibus não circulem junto com o VLT”.
E para onde seriam transferidos essas linhas – ou se é viável que veículos transitem nas vias? “Ainda não estamos com o estudo dos transportes rodoviários fechado. O que temos é uma proposta de contabilização e viabilidade com as instituições responsáveis pelo tráfego”, respondeu.
Rua do Comércio
O caso mais crítico, segundo os profissionais da EMTU, é a Rua do Comércio, por passar automóveis, ônibus e mais a linha do bonde. “Vão passar os dois trajetos, um do lado do outro”, afirmou Martins. Quanto aos automóveis, ainda não se sabe se será viável a passagem.
Passagem
Quanto ao custo da passagem. a EMTU esclareceu que ainda não foi estudado o preço – mas que haverá a integração do sistema de bilhetes, o que não deverá sofrer alterações muito pontuais em relação ao preço da tarifa cobrado na atualidade na região.