Dr. Bruno Pompeu

A criança que queremos

12 de fevereiro de 2013 - 17:19

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Perto dos 60 anos, estou convicto: berço, acúmulo de conhecimento e bons modelos são essenciais para a formação da criança. Orientação de regras e modelos de dieta, comportamento e sociabilidade são fundamentais para uma boa evolução, livre da ignorância, da desinformação e do descuido familiar.
Califonia – a boa fala com boa dicção -, por exemplo, é o caminho para a boa caligrafia. Conversas produtivas, ricas e floridas são muito melhores e mais sólidas em conteúdo que o besteirol enfiado goela abaixo pelos oligofrênicos do BBB. 
Ensinar um pequeno a ouvir o ruído dos pássaros, observar insetos, sentir aromas de flores e de outros vegetais, apreciar o paladar das frutas, contemplar matas e paisagens acrescentam uma riqueza de informação que será útil para o resto da vida. Admirar a lua e as estrelas são instrumentos milenares que os pré-socráticos já o faziam com perfeição e propriedade. Observar formas, formatos e figuras abre circuitos cerebrais nas crianças, agregando conhecimento e os fazendo enxergar o mundo sob outro prisma. 
Raciocínio lógico, claro, sem pieguice ou culpas, floresce jovens fortes, lúcidos e ávidos à cultura e a um mundo melhor. A leitura por meio de livros virtuais, ou não, implica o exercício cerebral de captar informações para a estrutura do conhecimento adquirido, base para um futuro próximo. Hoje, 2013, instrumentos como a internet provêem informações sobre tudo em alguns segundos.
Urge que pais esclarecidos, lúcidos e decididos lutem por escolas de qualidade com professores bons e muito bem remunerados, boas UBS com atendimento de puericultura exigido pela OMS/MS, além de cidades bem abastecidas em termos de alimentação, políticas de qualidade de ar e água, creches modelos – com farto número de vagas – e bibliotecas infantis bem instaladas e incentivadas pelo poder público. Tudo isso de preferência amparado por bons vereadores, altruístas, isentos de vaidades e cheios de ideais.