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Vinicius Carlos Vieira

Saiu da faculdade de jornalismo e descobriu que não sabia fazer mais nada a não ser escrever sobre cinema. Resolveu virar crítico. Hoje, é editor e crítico do site Cinema Aqui (@cinemaqui), além de ser produtor do Nerd Cine Fest. No twitter pode ser encontrada no @vinicvieira

Alien: Covenant

Novo filme da franquia Alie erra em todos quesitos que é capaz. Confira a crítica.

17 de maio de 2017 - 02:22

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bannerPode parecer um exagero, mas não se engane, Alien: Covenant é o pior filme da franquia. E isso, tanto se estivermos falando de Alien (e suas trê continuações), como de Prometheus. Sim, o novo filme de Ridley Scott perde completamente a oportunidade de seguir em frente com uma das histórias mais importantes do cinema.

E pior, Covenant não apresenta nada de novo enquanto tenta emular várias detalhes do filme original e muito menos enquanto tenta continuar a história que teve início no filme anterior. Não responde as perguntas deixadas pelo final de Prometheus e muito menos se empolga colocando o famoso xenomorfo no caminho de mais uma tripulação.

O “Covenant” do título se refere justamente ao nome dessa nave com destino a um planeta que servirá de colônia para a Terra. Sua carga: dois mil colonos e mais uma tripulação que não se dá nem ao trabalho de se divertir com os estereótipos. Não só é difícil identificar quem é quem, como também é mais complicado ainda se importar com algum deles. E não é para pouco.

Depois de serem atingidos por uma onda de algo que não vem ao caso (nem para você, nem para os roteiristas), eles acabam recebendo uma mensagem misteriosa de uma planeta mais misterioso ainda. Mas como ele parece habitável, por que não ir para lá e ignorar todo seu plano? O resto você já deve imaginar, e acrescente a isso apenas os personagens mais estúpidos da franquia (e da galáxia).

Em um show de erros, alguns deles explodem suas próprias naves com tiros, outro olha dentro de uma daqueles horrendos ovos que “guardam” os temíveis “facehuggers”. E isso é só a ponta de uma trama que não faz sentido, se esquece dos desafios complexos de Prometheus e nem por um segundo se esforça para embarcar no suspense original.

Isso mesmo, movido por toda vontade de continuar a atrelar seu nome na franquia, Ridley Scott, em um de seus trabalhos menos inspirados, atrapalhado e confuso, acaba tentando contar uma história que absolutamente ninguém quer ouvir.

Uma pena para os fãs, que depois disso não conseguirão enxergar um futuro muito interessante para a série de filmes que, com certeza, ainda virão.

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