Vida & Prazer
Marcia Atik

Psicóloga clínica e terapeuta sexual e de casal

Bye Bye, Solteirice

02 de setembro de 2015 - 15:20

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Ouvi alguém dizer que tem um sem número de casamentos agendados em setembro,muito mais que nos outros meses do ano, pois é apesar de tudo as pessoas ainda estão apostando numa relação que muito mais que uma obrigação seja uma escolha.

No fim de semana passado, assisti um sem número de filmes e em dois deles o tema era despedidas de solteiros, no caso de homens solteiros um filme da década de 80 em que um rapaz jovem reúne os amigos e organizam uma festa em que toda a sorte de confusões acontece.

No outro um grupo de quatro amigos longevos se reúnem para a despedida da vida solitária de um deles que estará casando pela enésima vez. Duas comédias das boas com atores bons e diversão garantida.
Mas e na vida real como fica essa tal de despedida de solteiros?

O casamento apesar de todos os conteúdos sérios envolvidos é um ritual e dentro desse ritual existem hábitos, costumes que não fazem mal ser vividos, com alegria e descontração desde que não se encare isso como sendo o último dia de nossas vidas e seja um encontro para comemorar.

As doses de humor tão comuns entre iguais em encontros regados pela amizade são muito bem-vindas. Mas tanto em despedidas de solteiro (a) como em qualquer outra comemoração os excessos sempre trarão uma possibilidade de erros e problemas.

Um momento de estar com amigos, divertir-se pela alegria do casamento próximo tem as brincadeiras que reforçam que o casamento é prisão e esse é o momento de realizar os últimos desejos, que as vezes extrapolam um pouco o senso comum, mas como o lado lúdico prevalece nesse momento entrar com o espírito de leveza e diversão.

Não serei hipócrita em negar que existem possibilidades de diversão ligadas ao sexo, strips, piadas e brincadeiras, mas que isso não ultrapasse o limite do bom senso e da consciência e do autorespeito.
Quando uma pessoa vai casar pressupõe-se que seja adulta,madura o suficiente para dar um passo de importância na sua vida e essa mesma maturidade vai fazer com que tenha um mínimo de controle sobre a ingestão de bebidas e sobre a sua sexualidade.

Com o casamento tão próximo é de se supor que exista uma grande dose de sinceridade e cumplicidade entre o casal, portanto ambos estarem cientes das possibilidades que essa festa pode trazer, qualquer que seja o tema da festa, creio ser um dos tantos episódios da nova etapa em que o vínculo se fortalecerá pela sinceridade e generosidade entre os dois.

Sou a favor de que rituais sejam vividos, e a despedida de solteiro (a) é um deles, fica como lembrança de uma boa brincadeira,com uma dose de transgressão tão saudável, mas que sejam festas, comemorações e não desvarios que podem trazer consequências futuras é que atentem contra a dignidade dos envolvidos.
O melhor mesmo é que além da festa da despedida, da festa do dia do casamento, seja que o casamento em si, dia após dia seja uma eterna festa, uma eterna necessidade de comemorar.