Meio Ambiente
Luiz Nascimento

Jornalista e professor universitário

Colômbia avança no futebol e regride no ambiente sustentável

Há aproximadamente 15 anos, a Colômbia era considerada o 10º mais verde do mundo. Hoje, aparece como a 85ª, pelo levantamento feito por especialista das universidades de Yale e Colúmbia. Só a Índia está à frente de nosso vizinho de continente.

11 de agosto de 2014 - 16:13

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A Colômbia, na Copa do Mundo de Futebol de 2014, chegou às oitavas de final, com um jogo alegre, apesar de certa violência. Teve até o artilheiro do torneio, embora tenha deixado, aos olhos do torcedor brasileiro, uma péssima impressão ao tirar do evento o principal jogador da seleção verde e amarela.

Aquele país, que agora desponta no futebol, como já aconteceu com o Brasil e também como este, sempre foi reconhecido por possuir um ecossistema riquíssimo e de grande biodiversidade. Só que, da mesma forma que evoluiu num aspecto, decaiu em outro, mais vital, pois caba de obter um segundo lugar em desrespeito às questões ambientais, “premiação” ou lamentável condição conferida pela Universidade Autônoma de Barcelona.

Esse ranking, como informa o site Ambiente Brasil, é baseado em mapeamento feito pela própria universidade em todo o mundo. Os governos colombianos, principalmente os dois últimos sob o comando de ÁlvaroUribe, colocaram o país em um caminho de degradação dos recursos naturais, além de conflitos em função de posse de terras e venda de recursos hídricos.

Há aproximadamente 15 anos, a Colômbia era considerada o 10º mais verde do mundo. Hoje, aparece como a 85ª, pelo levantamento feito por especialista das universidades de Yale e Colúmbia. Só a Índia está à frente de nosso vizinho de continente.

Preocupação global
Por seu lado, e indo além da Colômbia, a ONU tem demonstrado preocupação permanente com as questões ambientais do planeta, como lembra o Ambiente Brasil. No último dia 8 de julho, apresentou um relatório, encomendado a especialistas, que esboça as diretrizes para que os países apliquem certos procedimentos para se possa manter o aquecimento global abaixo dos 2 graus centígrados.

O problema é que o mundo se comprometeu a limitar o aquecimento abaixo desse patamar, “mas não se comprometeu com as formas práticas para cumprir esse objetivo”, explicou o pesquisador da Universidade de Colúmbia e um dos responsáveis pelo relatório, Jeffrey Sachs, relata o Ambiente Brasil. E para alcançar esta meta se vislumbra a necessidade de uma enorme transformação e comprometimento dos países.

A estratégia se baseia em três pilares: maior eficiência energética, impulso de fontes renováveis e da energia nuclear para eletricidade e a substituição dos combustíveis fósseis em transporte, calefação e indústria, cita o site. E se isso não for feito e a temperatura se elevar acima dos 2 graus, problemas graves e irreversíveis poderão ocorrer na Terra.

A ONU lembrou que os países podem usar diferentes combinações para alcançar estes objetivos, como informou o Terra, mas ressaltou que todos devem embarcar na mesma viagem para combater a mudança climática.