Ponto de vista
Crise no Supremo e as eleições 2026
Lufe Bittencourt
O Exmo. Ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), precisa com a máxima urgência, em prol da civilidade e da transparência, liderar a pacificação da mais alta corte do Judiciário brasileiro.
A querela explícita entre os Exmos. Ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça mancha a imagem do Supremo perante os brasileiros que exigem a mais absoluta compostura e probidade de seus magistrados.
Se há uma penumbra (de acordo com a divulgação na mídia nacional) envolvendo o Exmo. Ministro Moraes, paira outra sobre o Exmo. Ministro Mendonça. Mas, dois erros não fazem um acerto.
Dito isto, o mais assertivo, cabe ao Exmo. Ministro Fachin assumir a responsabilidade institucional da presidência do STF, após a virulenta troca de farpas entre os dois excelentíssimos magistrados, e realizar um novo sorteio, a fim de escolher outro Exmo. Ministro, sem nenhuma suspeição, para assumir o polêmico inquérito.
E não somente isso, mas realizar a quebra de todo e qualquer sigilo dos atores envolvidos, sem exceções, das investigações em curso da Polícia Federal, no inquérito do caso Master (inclusive de Dark Horse), com todas as informações do supradito, vindo a se tornar de conhecimento público e oferecer as devidas respostas aos questionamentos existentes, com absoluta transparência e presteza, e com objetivo maior de mostrar, sob a égide do princípio constitucional, que todos são iguais perante a lei vigente e de que ninguém está acima desta, como reza a Carta Magna de 1988.
A investigação a fundo de todo o conteúdo disponível à Justiça mostrará de forma inequívoca, aos cidadãos brasileiros, que o exemplo sempre deve vir de cima para baixo. Isso é o mínimo que a sociedade espera do Supremo.
O mais assertivo, cabe ao Exmo. Ministro Fachin assumir a responsabilidade institucional da presidência do STF, após a virulenta troca de farpas entre os dois excelentíssimos magistrados, e realizar um novo sorteio, a fim de escolher outro Exmo. Ministro, sem nenhuma suspeição, para assumir o polêmico inquérito.
Certamente esse é o clamor da população brasileira, fatigada por escândalos financeiros e desvios de dinheiro público corriqueiros e casos escabrosos que costumam terminar, infelizmente, em impunidade.
Os brasileiros já estão fartos de situações como essas e exigem das autoridades constituídas uma solução definitiva, com a maior brevidade.
Dessa forma, a população brasileira poderá fazer o seu julgamento e separar o joio do trigo, e decidir com serenidade, daqui a pouco menos de quinze dias, os seus representantes nas eleições gerais, e o seu futuro e da nação.
Esperamos que a situação do Supremo se resolva com a maior celeridade possível pois se perdurar poderá influenciar o resultado das eleições de 2026 e o STF não pode permitir que o pleito de outubro próximo seja contaminado pelas suas decisões, especialmente no que tange à escolha do futuro Presidente da República, diante de um cenário de extrema polarização perante os eleitores. O que está em jogo é o destino da Pátria.
O que os brasileiros realmente desejam, sem medo de errar, é a apresentação de propostas na campanha eleitoral atual, de um projeto nacional para suprir as suas demandas mais urgentes como: violência; endividamento crônico; investimento em infraestrutura geral e em Ciência & Tecnologia; desenvolvimento sustentável; fontes energéticas alternativas e renováveis; mudanças climáticas; etc., e não testemunhar fatos absolutamente lamentáveis como os ocorridos no último dia 15 de setembro de 2026 no plenário do STF.