Editorial
Humberto Challoub

Jornalista e Diretor de Redação do Jornal Boqnews. Diretor da Faculdade de Artes e Comunicação da Unisanta

Desafios à flexibilização

A cooperação de todos os agentes envolvidos no processo de abertura gradual será determinante para alcançar os índices e metas estabelecidas pelo Governo Estadual

15 de junho de 2020 - 11:09

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A partir da confirmação da aguardada inclusão das cidades da Baixada Santista na faixa laranja do plano de flexibilização da quarentena definido pelo Governo do Estado, estabelecendo a possibilidade de funcionamento de algumas atividades comerciais a partir do cumprimento de protocolos que visam evitar a propagação do coronavírus, a região enfrenta agora o desafio de consolidar a tendência de melhoria das condições de enfrentamento da pandemia para evitar o retrocesso da posição ora alcançada e permitir o avanço das etapas visando a volta à normalidade.

Mais do que nunca a integração entre os poderes públicos municipais, empresários e, sobretudo, a população, se revela, no momento, como um fator preponderante para a obtenção de resultados positivos no combate à pandemia, permitindo a continuidade do afrouxamento das medidas restritivas a partir da manutenção dos requisitos mínimos que consideram a disponibilidade de leitos de UTIs, taxas de isolamento e número de pessoas contaminadas. Assim, torna-se imprescindível o desenvolvimento de ações didáticas que possam orientar e educar a população para as novas normas de convívio social exigidas, conjugando métodos de prevenção e de conduta comportamental adequados a cada tipo de atividade, evitando que o retorno à frequência aos estabelecimentos comerciais e de serviços se tornem outra vez fontes de transmissão da doença.

Havemos de reconhecer que o prolongamento do período de quase três meses de inatividade se transformou em uma grande ameaça aos pequenos comerciantes, autônomos e trabalhadores que vêm amargando perdas e temem não conseguir reaver seus negócios no curto e médio prazos, ampliando ainda mais as dificuldades enfrentadas por uma já depreciada economia regional, que assistiu nas últimas décadas o aumento do desemprego e o empobrecimento das famílias em razão do êxodo de empresas e indústrias importantes ocorrida especialmente no polo industrial de Cubatão, além da inexistência de novos investimentos públicos na infraestrutura local.

Dessa forma, mais do que assegurar a necessária proteção à saúde individual e coletiva dos moradores da Baixada Santista, a cooperação de todos os agentes envolvidos no processo de abertura gradual será determinante para alcançar os índices e metas estabelecidas pelo Governo Estadual, permitindo assim a continuidade do retorno das atividades econômicas na região, favorecendo a reabertura das demais atividades que ainda estão obrigadas a permanecer fechadas acumulando prejuízos.