Dr. Bruno Pompeu

Falando de convênios

28 de outubro de 2011 - 17:21

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Quando são oferecidos, prometem tudo. Céu, e até estrelas, por um preço aparentemente justo e suave. Seus protagonistas estão à disposição apara qualquer hora e sempre prontos para resolver para qualquer situação critica. Não exigem nada e garantem tudo. Quando nos procuram, os procuramos somos agraciados com fartos afagos, carinhos e promessas. Mas no inverso. Em contrapartida, quando os procuramos, a lógica usada é: se puder complicar, pra quêe facilitar?


Seus serviçais têm que andar na saia justa, a toda hora, sempre com promessas limitadas impostas por seus titulares. Se usarmos da força judicial, conseguimos tudo, mas é uma luta individual, constante e muito desgastante. Servem perto de 40 milhões de brasileiros — provavelmente você que esta lendo este artigo, geralmente da classe B e C — isentando-os das benesses do SUS e desafogando-o de uma forma muito expressiva. Para a classe A, seus préstimos são infinitos e exemplares.


Estou me referindo a convênios, que servem as classes já citadas. Seus médicos têm núumero de consultas reduzidas, muitas vezes glosadas, alem de péssima remuneração, valor oferecido por consulta. Cirurgiões, parteiros, pediatras, clínicos, são aquinhoados com quantias vergonhosas.


Médicos que se expõem às normas destes convênios ficam reféns de uma situação nefasta aos pacientes e a eles mesmos. Trabalham cansados, em numero maior desgastante de horas, para poder angariar soma que compense o consultório aberto. Urge órgãos federais, como alguns estão fazendo, redimensionar o caos do atendimento em nível de convêenio medico.


Recentemente, a uma mulher de médico, portadora de câncer de mama, foi-lhe negado atendimento quimioterápico especifico, embora reconhecido internacionalmente como ideal, porque seus auditores não entenderem que isso seria o melhor. Coube ação judicial e logrou êxito total com efeitos de indenização.


Há 15 dias, paciente portador de doença pulmonar grave, num momento de falta de ar intensa, teve sua internação dificultada por inúmeros motivos, em hospital da Baixada. Nota: chegou às 15 horas e saiu às 19 horas sem atendimento digno, muito menos internação. Alerto que tal paciente é empresário, que paga a seus funcionários e a si próprio pelo tal convênio e na hora H, nada.


Convênios hipertrofiados prometem tudo, vários hospitais e que, sempre haverá vagas e consultas para seus conveniados. Não é bem assim! Tente uma consulta pra amanhã.