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Vinicius Carlos Vieira

Saiu da faculdade de jornalismo e descobriu que não sabia fazer mais nada a não ser escrever sobre cinema. Resolveu virar crítico. Hoje, é editor e crítico do site Cinema Aqui (@cinemaqui), além de ser produtor do Nerd Cine Fest. No twitter pode ser encontrada no @vinicvieira

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Personagem está de volta, dessa vez em sua versão mais fiel. Confira a crítica.

12 de julho de 2017 - 01:49

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Diversão. Se fosse preciso uma palavra para resumir Homem-Aranha: De Volta Ao Lar seria: Diversão. De Birdman à Batman, de teia à teia, de Stan Lee à John Hughes, tudo está lá em uma salada de referências incrivelmente deliciosa.

E primeiro de tudo é bom lembrar que, mesmo depois de cinco filmes (ok… dois muito bons dirigidos por Sam Raimi e o resto bem abaixo do esperado), esse novo Homem-Aranha ainda tem tanta coisa nova para apresentar que é um deleite para os fãs perceberem que, pela primeira vez, temos o personagem quase em sua mais completa personalidade.

Isso, seja falando de seus primórdios escritos por Stan Lee, até suas versões mais modernos (incluindo ai sua mais recente, com Miles Morales por baixo da máscara). Já John Hughes surge em De Volta ao Lar não só pela óbvia referência à corrida pelos quintais de Ferris Buller, que aqui ganha nova vida com o “amigão da vizinhança”, mas também pelo filme ser sobre Peter Parker, um adolescente inseguro com sua nova vida.

E isso não é exagero. É lógico que temos o Homem-Aranha lutando contra inimigos e saltando entre os prédios, mas De Volta ao Lar é sobre esse garoto de 15 anos que precisa encontrar seu lugar no mundo. Principalmente depois de ter sentido o gostinho de ser um super-herói espetacular enquanto lutava contra o Capitão América.

Entretanto, por mais que ele continue sonhando em se tornar um Vingador, agora é hora do Homem-Aranha voltar ao Queens e não se meter em nenhuma confusão. Mas entre várias e várias tentativas de entrar em contato com seu mentor, Tony Stark e os problemas na escola, Peter Parker precisa entender o que significa ser um herói, ou melhor, “o Homem-Aranha do Youtube”.

Mas ele acaba cruzando o caminho de Adrian Toomes (Michael Keaton) um cara que trabalhava na limpeza da destruição das batalhas dos super-heróis, mas acaba perdendo o emprego e investindo na criação e venda de “super-armas” para bandidos normais que querem se tornar “super bandidos”. Para ele, um par de asas mecânicas ainda o tornam O Abutre.

E ai está um dos pontos altos do filme, já que não só Keaton está em uma fase incrível de sua carreira (com Oscar e indicações), como consegue imprimir essa força em um vilão que desde já pode ser considerado um dos mais interessantes do Universo Cinematográfico da Marvel. Seu abutre é forte, tem uma motivação incrível, uma reviravolta que vai fazer todos grudarem na cadeira e um monólogo dentro de um carro que é de arrepiar.

Do outro lado, diante de toda essa experiência, Tom Holland é o mais perto de uma Peter Parker perfeito que o cinema já viu. Além de conversar com o cerne do personagem, Holland consegue encontrar tanto a fragilidade do personagem, quanto aquele lado cômico e que não consegue parar de falar enquanto veste a máscara. Enfim, podem escrever, todos vão se apaixonar por Holland e esse Homem-Aranha.

Mas De Volta ao Lar é sobre tudo isso, essa diversão leve e descompromissada, com um diretor que consegue fazer um trabalho limpo na maioria do tempo (nas cenas de ação parece bater cabeça com a montagem, mas isso não atrapalha o resultado final). E talvez tudo isso seja a receita perfeita para o personagem ter um futuro ainda mais empolgante que ele já teve nas outras oportunidades.

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