Lados opostos da mesma moeda | Boqnews

Ponto de vista

16 de novembro de 2018

Lados opostos da mesma moeda

Governo Federal corre para preencher as mais de 8 mil vagas que serão criadas com a saída dos médicos cubanos até o final do ano. Foto: Agência Brasil/Arquivo

Mais Médicos

A decisão do governo cubano em retirar os 8.332 profissionais que participam do programa Mais Médicos, após anúncio do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de querer rever o acordo com Cuba tem várias vertentes que precisam ser colocadas em discussão.

Ele nasceu após convênio entre o Brasil e Cuba, via Organização Pan-Americana de Saúde, responsável pela parceria no governo Dilma Rousseff (PT),

 

Lados opostos da moeda II

É indiscutível que o projeto – de levar médicos para o interior do País – merece ter continuidade em razão da sua relevância social para atender os brasileiros que moram em locais mais distantes.

E em comunidades carentes das cidades.

 

Lados opostos da moeda III

Por sua vez, as exigências defendidas por Bolsonaro também são justas.

Como permitir que os profissionais tragam seus familiares para cá.

Além disso, repassar-lhes o valor integral dos salários (cerca de R$ 11 mil) – e não ao governo cubano, que fica com 70% dos salários.

 

Laços quebrados

Lamenta-se apenas a forma como tal decisão foi tomada.

Afinal, até o final do ano os médicos cubanos deixarão o País e laços da relação médico-paciente, comuns em pequenas comunidades, serão quebrados.

E por mais que o atual Governo Federal, em fim de mandato, tente agilizar os procedimentos em um novo edital, dificilmente haverá tempo hábil para repor as saídas.

Sem dúvida, quem perderá será a população mais carente, a principal beneficiada pelo programa.

Afinal, não há garantias de que as vagas serão preenchidas.

Mesmo entre os médicos brasileiros.

 

Alternativa possível

Aliás, o novo governo poderia aproveitar o debate para alterar a legislação.

Além disso,  obrigar que as vagas do Mais Médicos fossem preenchidas por formandos de cursos de Medicina provenientes de universidades públicas, respeitando os direitos legais.

Afinal, nada mais justo que um formado cujo curso foi bancado pela sociedade desse algo em troca por um período a definir.

E assim se deslocasse para comunidades distantes.

E isso poderia valer para todos os cursos que nece­­ssitassem desta demanda nas mais variadas áreas.

 

Geraldo Alckmin

De volta à casa

A exemplo do que ocorrera em 2006 quando perdera as eleições presidenciais, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltará a lecionar na Unimes, instituição onde é professor emérito.

Formado em Medicina, com especialização em Anestesiologia, o futuro docente tem relação antiga com a instituição.

A ponto da estação do VLT Conselheiro Nébias ganhar um adendo com o nome da universidade.

Prestígio para poucos.

 

Santa Casa não atende Capep

Organização Social

A exemplo de outras organizações, a Santa Casa está à frente da criação do Instituto de Saúde Santa Casa de Santos.

Trata-se de uma organização social que está requerendo a inscrição junto à Prefeitura para prestar serviços futuros ao Município.

 

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Passando o chapéu I

A Secretaria de Cultura de Santos lançou quatro editais de chamamento público para empresas.

Isso porque o objetivo é que elas patrocinem a iluminação natalina na orla, avenidas, praças e até no Paço Municipal, além de outras duas para o Réveillon.

Além disso, uma para a instalação de 11 flutuantes ao longo da orla santista.

E ainda:  outra para a compra de 1950 bombas/tortas de fogos de artifício que farão o espetáculo na virada do ano.

Tudo sem ônus ao Município.

 

 

Passando o chapéu II

Por fim, o último chamamento é para patrocinar o Evento Verão, que inicia no Réveillon e prossegue até 5 de março.

Assim, o objetivo é bancar os custos das cinco tendas que serão armadas nas praias da Pompeia, Gonzaga, Boqueirão, Embaré e Aparecida.

 

Da Redação
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