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16 DE FEVEREIRO DE 2015

Lei de Gérson

Por: Da Redação

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Caro leitor, vejam alguns pequenos e incorretos costumes que alguns brasileiros praticam no dia a dia: parar em filas duplas em frente às escolas, furar filas nos bancos, passar o sinal vermelho com seu veículo e fazer “gatos” de luz, de água e de tv a cabo.

Agora, responda: quem de vocês nunca praticou qualquer destes atos? Acho difícil alguém dizer que não agiu em desacordo ou driblou normas em, pelo menos, uma dessas situações.

Atitudes desse tipo cada vez mais alimentam a fama de que o brasileiro quer levar vantagem à sua maneira em tudo. Muitos consideram o tal jeitinho brasileiro uma verdadeira qualidade do nosso povo, demonstrando criatividade e improvisação para solucionar algumas situações adversas.

Jeitinho
Podemos citar a esperteza como um dos símbolos do sucesso do futebol brasileiro, que é idolatrado mundo afora, pelo individualismo de nossos jogadores, mas usa, ao mesmo tempo, a catimba para ganhar os jogos.

Só que os triunfos ao longo dos anos da nossa seleção de futebol ficaram em segundo plano, após a acachapante derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na Copa do Mundo do Brasil, quando diversas pessoas disseram que foi a vitória da competência sobre a malícia nacional.

Após essa partida, vários torcedores fizeram uma comparação entre futebol e sociedade brasileira, ao afirmarem que foi mais do que um simples jogo, em que houve a conquista da organização e do planejamento dos alemães sobre um punhado de jogadores individualistas e sem consciência coletiva.

Reconstruir
A impunidade do jeitinho brasileiro, a falta de cidadania e a prática de pequenos e grandes delitos acabam se misturando numa linha frágil. Algumas transgressões urbanas que a população acredita serem menores e aceitáveis só resolvem problemas individuais, criando sempre outros de proporção coletiva ou até mesmo algo mais grave, como um ato de corrupção.

Exemplos não faltam. Muitos dos que criticam as enchentes na Cidade e reclamam das águas que invadem as casas, estragando os seus móveis, são aqueles que deixam o lixo na rua antes do horário autorizado ou simplesmente contratam carrinheiros para “sumir” com as sobras de material de construção. Outros falam que a praia não tem balneabilidade, mas não têm coragem de recolher a sujeira que o seu animal deixou na rua.

Mas há uma esperança para que esses modelos de desobediência em sociedade diminuam. O brasileiro não tolera mais a falta de compromisso com os deveres de cidadão comum. Ele cobra do vizinho a limpeza da sua caixa d´agua para evitar o mosquito da dengue, não admite fumantes em áreas proibidas e exige do banhista ao seu lado na praia que jogue a latinha de cerveja no lixo.

Reconstruir a nossa ética individual e ensinarmos nossos filhos a serem cidadãos honrados e respeitadores das leis e dos bons costumes são, portanto, os princípios fundamentais para um País mais justo e melhor organizado.

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