Estação X
Diego Corumba

Jornalista especializado em games

O Poder de Escolha

Jogar videogame se tornou algo com opções infindáveis. Vários lugares a visitar, missões a fazer...e também, formas de como criar seu próprio personagem. Você prefere games que permitam a personalização?

18 de maio de 2017 - 10:12

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Escolher a roupa, o estilo de cabelo, cor dos olhos…poderia estar falando facilmente do jogo da Barbie ou até mesmo de games como Habbo, The Sims e Perfect Life, certo? Aqueles jogos que permeavam a internet nos anos 2000 e faziam sucesso pelas imagens geradas e postadas via Orkut ou Fotolog da vida (sim, sou velho, me julguem). Mas com as gerações dos videogames avançando, a personalização se tornou uma ferramenta cada dia mais presente.

Atualmente, faz parte de todo bom jogo te dar opções de como criar um personagem à sua imagem e semelhança. Certo, não tão atualmente assim. Fallout 3 já mostrava bastante modelos diferentes de personagens em 2008, assim como The Elder Scrolls V: Skyrim em 2011. Antes destes, Mass Effect, de 2007, também já permitia que o jogador tivesse várias formas de montar a melhor figura para se jogar.

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O jogo Mass Effect Andromeda, lançado em 2017, persiste na fórmula e lhe dá várias opções para desbravar os vários planetas que formam Andromeda.

Porém, o que era uma escolha bastante separada, se tornou o carro-chefe de vários destes games. Quem não quer jogar com um personagem que tem o seu rosto e suas feições? Se sentir “dentro do game”. Foi apostando nessa interação que muitas companhias de jogos viram neste mercado uma chance de chamar atenção ao que criavam. Como ter mais pessoas interessadas em seu produto fazia os produtores brilharem o olho (e o bolso), essa prática passou a vir com maior freqüência.

Não necessariamente formando apenas o rosto e forma física dos personagens, alguns nem chegam a isto. Por exemplo, Injustice 2, o novo jogo de luta da Netherealm Studios, permite que você use vários heróis diferentes com armaduras, equipamentos e cores diferentes. Tudo para que, quando jogue com seus amigos (online ou offline), o lutador que escolha seja totalmente diferente de tudo que o outro já viu (mesmo se for o mesmo personagem). Isto torna os confrontos mais interessantes, pois ainda que usem a mesma feição, cada um terá adições e falhas diferentes e nenhum combate é igual.

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Injustice 2 permite que use até mesmo skins diferentes, como formar o vilão Flash Reverso.

Já outros games, como Pokémon, vê nisso uma oportunidade para inclusão. Desde a sexta geração da franquia, Pokémon X e Pokémon Y, os jogadores tem permissão de criar um personagem de rosto, cabelo, cor e roupas diferentes, para que se tornem distintos no universo dos monstros de bolso. Com sistema de tirar fotos, também faz o jogador usar o estilo para interagir em redes sociais e mostrar uma imagem “sua” dentro daquela realidade.

Com o lançamento do Nintendo Switch, o mais recente game de The Legend of Zelda também apela para que possa mudar entre várias roupas, armamentos e formas diferentes de usar o protagonista Link. Cada um pode finalizar o game de forma distinta, seja com a veste clássica dos demais jogos como com sets exóticos. Além disso, os personagens ao seu redor agem de forma diferente dependendo de como está vestido. Nunca tente entrar na cidade das Gerudo sem estar trajado como uma dama (?) ou apenas com roupas íntimas dentro de casas alheias.

IMAGEM 3

Em The Legend of Zelda: Breath of the Wild, você pode até transformar Link numa bela moça para entrar na cidade proibida para homens.

Essa aproximação é uma das chaves de trazer um pouco mais de público a cada jogo. Games como FIFA e NBA também o utilizam, criando o atleta perfeito com as feições de quem está no controle. Você pode escolher o herói que for, passar pela diversidade que lhe aparecer, salvar o mundo e fazer o que for…se isso tudo acontecer com seu rosto dentro do game, isso lhe dará uma sensação diferente.

Não se trata apenas de algo estético ou para alimentar o ego de alguns jogadores famintos. Se trata de discutir importância, de dar algum propósito. Assim como há pessoas que jogam de forma casual ou consciente, também há crianças, jovens ou pessoas com problemas que não tem atenção, sofrem com discriminação ou qualquer tipo de preconceito e vêem nisso uma distinção do que vivem. É falar para essas pessoas que podem até tirar sarro delas, mas no fim do dia é ela quem está resolvendo os problemas e enfrentando o que for para zerar o jogo.

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Dragon Ball Xenoverse lhe permite criar um personagem para se unir ao combate com Goku e Vegeta e enfrentar os diversos vilões da saga.

Não apenas isso, é tornar, de certo modo, interativo no modo de vida das pessoas. Hoje os videogames da nova geração têm formas de se conectar ao Facebook ou Twitter e publicar print do que está realizando nos games, do que criou e de conquistas e estar um personagem com o mesmo rosto do jogador é a cereja do bolo que o faz se sentir bem. Se os jogos se tornaram tão populares e entraram nas vidas de tantos jogadores, por qual razão não deixar o contrário acontecer? Tornar eles mais próximos destes jogos é uma das respostas que conseguiram.

Dragon Ball Xenoverse, DC Universe Online entre outros games também são lhe dão esse tipo de opção. Não são jogos que fazem a extrema diferença por este fator, não é isso que torna um os melhores do mundo ou uma obra-prima. Mas não precisa ser para tornar o ânimo de um jogador em algo melhor. Às vezes são alegrias pequenas que fazem da atividade de jogar videogame algo mais prazeroso. Pequenos detalhes que podem fazer uma grande diferença. É importante ver que estes pequenos detalhes, quem cria é você.

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