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Vinicius Carlos Vieira

Saiu da faculdade de jornalismo e descobriu que não sabia fazer mais nada a não ser escrever sobre cinema. Resolveu virar crítico. Hoje, é editor e crítico do site Cinema Aqui (@cinemaqui), além de ser produtor do Nerd Cine Fest. No twitter pode ser encontrada no @vinicvieira

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar

Quinto filme da série acerta no tom e deixa futuro aberto para a franquia. Confira a crítica.

30 de maio de 2017 - 11:33

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Uma franquia que nasceu de um brinquedo de parque de diversão, foi um enorme sucesso, tropeçou em três filmes posteriores e chega em seu quinto com o mínimo de interesse, com certeza merece todas palmas possíveis. Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar não empolga como o primeiro, mas mostra que a série pode até ter um futuro tentador se conseguir manter esse ritmo.

Esse quinto filme é dirigido por uma dupla de diretores noruegueses, Joachin Ronnie e Espen Sandberg que consegue entender muito melhor o ritmo da série do que Rob Marshall no filme anterior. E isso quer dizer, ir mais de encontro com o estupendo trabalho de Gore Verbinski, ainda que ele próprio tenha perdido a mão no segundo e terceiro filmes. Mas o que vem ao caso é que A Vingança de Salazar satisfaz.

Desde o visual que continua interessante e cheio de personalidade, até um ritmo divertido que empurra uma trama que, se não é incrível, pelo menos acerta muito mais do que erra e tem tudo que os fãs procuram: Uma busca por algum tesouro sobrenatural, muitos piratas, aventura de encher os olhos e Jack Sparrow mais de lado do que no último filme (que tinha nisso um de seus principais defeitos).

Melhor ainda, sua história ainda remete à própria mitologia da série, com o filho do personagem de Orlando Bloom indo em busca de um tal Tridende de Poseidon que livrará seu pai da maldição de ser o novo capitão do Holandês Voador. Mas seu caminho cruza com o do “capitão fantasma” Salazar (Javier Barden), em busca de vingança contra Jack Sparrow.

Nesse meio entra em cena Carina Smyth, uma cientista que acaba sendo apontada como feiticeira e se descobre a única esperando de todos para encontrarem o tal do tridente.

Mas sobre tudo isso, A Vingança de Salazar tem aquilo que todos querem, um monte de piratas cheios de personalidade rumando para um mesmo lugar enquanto tentam uns matar aos outros. Com isso em mãos, Ronnie e Sandberg conseguem entregar ainda algumas boas cenas de ação, que casa muito bem com o humor e vão ser suficientes para satisfazer os fãs do pirata de Johnny Depp.

Infelizmente, falando em Sparrow, ainda que sua quase “coadjuvância” faça bem para o filme, o personagem mostra ainda mais o quanto ele está desgastado e até melancólico. Depois de deixar de ser uma novidade e se repetir exaustivamente, agora ele parece chegar em um limite de interesse. Apenas um copia mal feita de si mesmo.

Mas isso não atrapalha o resultado final e seria até um final mais que honrado se não fosse uma cena pós crédito que deixa bem claro, se depender da Disney e de uma forcinha nas bilheterias, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar não será a última vez que ouviremos falar de Jack Sparrow.

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