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16 DE MARÇO DE 2018

Stephen Hawking: um exemplo a ser seguido

Por: Simoni Aquino

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No dia 14 de março, o mundo perdeu um dos maiores ícones da atualidade: o físico Stephen Hawking aos 76 anos.

Nascido em 1942 em Oxford no Reino Unido, no dia 8 de janeiro, coincidentemente no dia do 3º centenário de morte de outro ícone da física, Galileu Galilei.

Os biógrafos relatam que até seus 9 anos era considerado um aluno comum, sem nada de extraordinário, embora desde muito cedo demonstrava interesse pela ciência. Em 1959 ingressou na University College em Oxford, para estudar física formando-se em 1962, depois foi para University of Cambridge onde cursou pós-graduação em Cosmologia onde passou a lecionar. Obteve o doutorado em 1966 e a partir de então, passou a atuar também como pesquisador.

Em 1963, aos 21 anos foi diagnosticado com ELA – esclerose lateral amiotrófica, uma doença rara, incurável e degenerativa que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais. Na ocasião, não lhe davam mais de 2 anos de expectativa de vida, estava de casamento marcado com sua primeira esposa na qual foi casado por 26 anos e tiveram 3 filhos. Hawking foi casado ainda mais uma vez, sendo que com a segunda esposa, sua até então enfermeira, foi casado por 11 anos.

Devido aos efeitos da ação da ELA em seu corpo, gradualmente foi perdendo os movimentos, inclusive a força para manter a cabeça erguida, foi perdendo a capacidade de comandar toda a sua musculatura o que lhe incapacitou de andar e falar e passou a utilizar equipamentos desenvolvidos especialmente para ele, para poder escrever, se comunicar e manter seu ofício de pesquisador em plena atividade.

Em 2007, Stephen Hawking torna-se o primeiro tetraplégico a experimentar gravidade zero durante uma simulação de viagem espacial planejada pela Virgin Galactic no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA). “Eu acho que a humanidade não tem futuro se não entrar no espaço”, disse ele, que é autor da teoria da singularidade do espaço-tempo.

O que mais impressiona e nos serve como um exemplo a ser seguido, é que mesmo sendo portador de ELA desde tão jovem, Stephen Hawking manteve a sua obstinação pelo estudo e pelo trabalho de pesquisas de cosmologia teórica e gravidade quântica e de disseminação de conhecimento através de desenvolvimento de teoremas, aulas em cursos universitários e posteriormente, como escritor simplificando o entendimento das teorias de física para o público leigo e um dos mais renomados palestrantes.

E graças a seus feitos, foi condecorado com dezenas de medalhas e títulos por suas conquistas e teoremas, inspirou livros e filmes sobre sua incrível trajetória.

Sua força de vontade, sua obstinação pela vida, sua luta pela sobrevivência o mantiveram ativo até o final de sua vida. Enquanto nós, pobres mortais, reclamamos de muitas coisas em nossas vidas às vezes por coisas tão menores que uma doença degenerativa, ele estava em pleno vapor atuando mesmo com todas as limitações físicas pelas quais passava.

Esse homem exemplar nos mostra que ter problemas, limitações e dificuldades todos podem ter e certamente o terão, o que varia de uma pessoa para outra é a forma como as pessoas lidam com as adversidades que a vida as apresenta. Superar é muito mais uma questão de atitude mental e boa vontade do que simplesmente a comodidade de sentar em cima do problema e ficar se lamentando porque a vida não foi tão generosa como pensamos que deveria ser.

A maior parte dos problemas são passageiros e a intensidade do sofrimento é que faz a demora na sua resolução, às vezes um problema pode ser facilmente superado de forma mais rápida se o encararmos com a possibilidade de enxergar o aprendizado que está sendo colocado à nossa frente, ao invés de reclamarmos, cheios de lamentação.

E você? E eu? E nós?

Estudamos, trabalhamos e batalhamos por nossas vidas como fez Stephen Hawking? Ou mesmo não tendo um problema tão grave quanto a ELA, nos acomodamos diante de nossos problemas, nos lamentando e reclamando da vida? Especialmente do mercado de trabalho e da dificuldade de se recolocar?

Definitivamente, a vida e a trajetória de Stephen Hawking nos inspira grande reflexões!

Gratidão Stephen Hawking, por seu exemplo… descanse em paz!!!

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