Panorama Regional
Fernando De Maria

VLT, alternativa de transporte

Os rumos do VLT - Veículo Leve sobre Trilhos na Baixada Santista.

08 de janeiro de 2018 - 14:38

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Ao todo, 22 modelos (VLTs) circularão pelo sistema – fase 1. Foto: Nando Santos

 

O Veículo Leve sobre Trilhos já é uma realidade.

Apesar dos problemas enfrentados, como falta de sanitários e agora com a recusa do não pagamento em dinheiro das tarifas para embarque – objeto de questionamento do Ministério Público – não se pode negar que o meio de transporte tem conquistado usuários

Ainda que os números estejam abaixo da meta, eles se mantêm crescentes, especialmente com a integração de linhas municipais de Santos (são 10 no total) e outros 45 intermunicipais.

Aguarda-se apenas que o mesmo ocorra em São Vicente, onde o serviço é realizado pelas cooperativas, o que demanda ações específicas.

Por isso, soa como positiva a autorização para a publicação de edital de contratação dos projetos básico e executivo para recuperação da Ponte dos Barreiros e acessos por onde circulará o VLT no trecho entre Barreiros (hoje a última estação vicentina) e Samaritá (na área continental de São Vicente).

Serão investidos  R$ 2,3 milhões.

Neste etapa, que prevê a elaboração de projeto para recuperação da ponte – e não sua demolição, como chegou a ser aventada – ganhou-se pelo menos um ano de prazo, em razão da ação ser menos complexa que a realização de um novo empreendimento.

A ação é o primeiro passo para a expansão dos serviços na terceira etapa do modal, atingindo um público gigantesco e carente de meios de locomoção, ficando à mercê dos sempre lotados ônibus.

Além disso, permitirá expandir o serviço no futuro para Praia Grande e, posteriormente, integrado ao BRT (Bus Rapid Transport) atendendo ainda os moradores do município e Litoral Sul.

O ideal é que estas etapas sucedessem a primeira, já em funcionamento, do trecho instalado (Barreiros-Porto) para receber a demanda reprimida de público, a grande maioria proveniente dos municípios vizinhos a Santos.

No entanto, quiseram os técnicos inverter a lógica e optaram em priorizar a segunda etapa, na ligação entre a Avenida Conselheiro Nébias e Valongo, onde serão instaladas 14 estações e desapropriados terrenos para dar vazão ao fluxo dos veículos.

Quanto ao impacto desta obra no sistema viário atual do município – com o estreitamento de ruas em uma cidade com elevado índice de veículos por habitante – isso ainda é uma incógnita.

Etapa 2 do VLT

Já que a decisão para a segunda etapa foi tomada, tudo indica que em fevereiro o Governo paulista lançará o edital de licitação para início das obras do trecho 2, algo que começará a ser colocado em prática a partir do segundo semestre.

Assim, uma nova alternativa viária fará parte da paisagem urbana da Cidade.

Resta saber, porém, se o modal alterará os hábitos dos santistas que costumam utilizar-se de veículos próprios para chegar aos seus destinos, optando-se por este novo meio de transporte e assim diminuindo o fluxo de carros pela Cidade.

Caso contrário, seu impacto no já conturbado trânsito será amplamente negativo.

Aguardemos as cenas do próximo vagão.