Filósofa Marcia Tiburi é a escritora-madrinha do novo Banco Vermelho em Santos
A literatura, a arte e a ocupação do espaço público se unem em uma poderosa ação de conscientização e memória.
Neste sábado (22), a partir das 15h, a Realejo Livros e o Coletivo Feminista Classista Antirracista Maria vai com as Outras inauguram o parklet-Banco Vermelho pelo Feminicídio Zero, instalado no parklet reformado em frente à tradicional livraria de rua.
O ato marca também a celebração dos 25 anos da Realejo Livros e dos 20 anos da Editora Realejo.
O parklet-Banco Vermelho ganha como madrinhas três das mais expressivas vozes da literatura e do pensamento crítico contemporâneo: as jornalistas e escritoras Adriana Carranca e Eliana Alves Cruz, e a filósofa, escritora e feminista Marcia Tiburi.
Na ocasião, Marcia Tiburi lança seu livro mais recente, Ninfa Morta (Editora Planeta), obra que desvela o caráter estrutural do ódio às mulheres na sociedade patriarcal.
Com a força dessas três vozes que se juntam à parceria do Coletivo Maria vai com as Outras e a Realejo Livros convida toda a comunidade a ocupar este espaço e também celebrar o aniversário de 20 anos da Editora Realejo e 25 anos da livraria de rua, a Realejo Livros.
Durante a atividade, a artista criativa Michele Rocha fará a pintura das frases da campanha, com transmissão ao vivo: Lutamos pelo Feminicídio Zero. Sentar e refletir. Levantar e Agir serão pintadas na parte de trás do banco, voltada para a avenida.
Na frente, as frases das madrinhas escritoras: “Ser mulher é resistir para existir.”, de Adriana Carranca, com vasta experiência na cobertura de direitos humanos e conflitos internacionais, que empresta seu olhar atento para dar visibilidade às causas urgentes. ”A vida é o desejo mais ardente de toda mulher.”, da escritora e jornalista premiada, de Eliana Alves Cruz, cuja obra resgata memórias fundamentais, combate ao racismo estrutural e amplia o protagonismo das vozes femininas negras. “O feminismo é o contrário da solidão.”, de Márcia Tiburi, autora reconhecida por seu pensamento crítico em defesa da democracia, dos direitos humanos e do combate irrestrito ao machismo.
A iniciativa, fruto de uma parceria com o Coletivo Feminista Classista Antirracista Maria vai com as Outras, une a potência da literatura à urgência do combate à violência contra as mulheres, transformando a calçada da livraria em um espaço vivo de memória, conscientização e denúncia.
O banco vermelho deixa de ser um mero assento urbano para se tornar um lembrete visual e afetuoso de que a transformação social passa pela ocupação do espaço público e pela educação. Ter a literatura como aliada nesse processo reforça o papel da palavra na construção de uma sociedade mais justa e segura para todas.
A literatura acolhe, provoca e transforma.
A iniciativa transforma a calçada em um espaço vivo de denúncia, educação e afeto urbano, reafirmando o papel da palavra e da cultura na construção de uma sociedade livre da violência de gênero.
Passe pela Realejo, sente-se, reflita e faça parte desse movimento. Juntas e juntos pelo Feminicídio Zero.
Programação
A celebração contará com momentos de reflexão política, intervenções poéticas e apresentações musicais ao longo do final da tarde e início da noite:
15h – Pintura com transmissão ao vivo: Acompanhamento da intervenção artística no Banco Vermelho conduzida por Michele Rocha;
16h30 – Apresentação do Grupo Vozes: Intervenção artística e poética integrando a abertura do evento;
17h – Choro de Bolso: Apresentação musical do duo formado por Marcos Canduta e Débora Gozzoli;
18h – Falas da organização: Pronunciamentos da Realejo Livros (em comemoração ao duplo aniversário da livraria e da editora) e do Coletivo Feminista Classista Antirracista Maria vai com as Outras sobre o enfrentamento à violência contra a mulher;
– Fala de Marcia Tiburi e lançamento: A autora abordará o lançamento de “Ninfa Morta: uma história do ódio às mulheres”, da Editora Planeta e o papel do Banco Vermelho como símbolo de resistência;
– Sessão de Autógrafos: Momento de encontro de Marcia Tiburi com os leitores.
Livro
Sobre o livro “Ninfa Morta: uma história do ódio às mulheres” lançado em 2025 pela Editora Planeta, uma obra corajosa escrita por uma das filósofas mais conhecidas do Brasil. Neste livro incisivo, a filósofa Marcia Tiburi desvela o caráter estrutural do ódio às mulheres na sociedade patriarcal. Com rigor filosófico e arsenal iconográfico, Tiburi articula conceitos provenientes de diversas áreas, como filosofia, antropologia e psicanálise, analisando a violência que atinge os corpos visados pela máquina feminicida, decifrada pela autora sem concessões.
Nessa proposta reflexiva, a violência misógina não é pura aberração: a matança de corpos femininos é projeto e programa do mundo codificado masculinista.
A autora apresenta o patriarcado como um sistema “total”, que avança na forma de capitalismo, neoliberalismo e fascismo. As lutas feministas que implicam a consciência das mulheres sobre sua condição, visando devolver sua biografia e seus corpos a elas mesmas, apresentam-se como resistência e superação desse sistema em guerra contra as mulheres e a vida. (nota da editora).
Onde fica?
Evento: Inauguração do parklet-Banco Vermelho pelo Feminicídio Zero e Lançamento do livro “Ninfa Morta: uma história do ódio às mulheres” de Marcia Tiburi
Data: 22 de agosto (sábado)
Horário: a partir das 17h
Local: Realejo Livros (Avenida Marechal Deodoro, 2, no Gonzaga)
Entrada: Gratuita e aberta ao público
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