PL lançará André do Prado como candidato ao Senado. Bolsonaristas criticam
O atual presidente da Assembleia Legislativa André do Prado ocupará a segunda vaga dos partidos de direita para disputa ao Senado.
A decisão foi referendada pelo governador Tarcísio de Freitas e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que pretende ser o primeiro suplente na chapa de André do Prado.
No entanto, como ele reside fora do País em razão dos atos após 8 de janeiro, há possibilidade do tema entrar em disputa jurídica, caso seja candidato pela chapa.
A decisão, porém, trouxe reclamações por parte da militância bolsonarista.
Isso porque André do Prado não é considerado um ‘bolsonarista’ raiz.
Aliás, seu viés é de centro.
Está no partido, aliás, antes mesmo da chegada da família Bolsonaro à legenda.
A estratégia deve-se ao fato do deputado André do Prado ter uma boa relação com prefeitos do interior. (governou Guararema, no interior paulista).
Neste cenário, o PSD, de Gilberto Kassab, ficará de fora da chapa, algo que não preocupa, em tese, o presidente da legenda, Gilberto Kassab.
“Esta vaga não era do PSD”, explicou à Imprensa.
Porém, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse também que o atual vice, Felício Ramuth, será mantido para sua reeleição.
O problema é que Ramuth deixou o PSD de Kassab e migrou para o MDB, do prefeito paulistano Ricardo Nunes, na última janela partidária.
E assim, em tese, o PSD, que tem o maior número de prefeituras em São Paulo, ficaria de fora da chapa do governador Tarcísio de Freitas.
Nem para o governo, nem para o Senado.

Governador Tarcísio de Freitas e André do Prado: apoio ao Senado. Foto: Fernando De Maria/Arquivo
Mais polêmicas
A costura pela escolha de André do Prado foi feita pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que esteve nos Estados Unidos com o deputado para convencer o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Assim, além de André, a direita lançará o deputado e ex-secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite (PP).
Porém, o ex-ministro Ricardo Salles, hoje no Novo, não abre mão da disputa também.
Em entrevista ao SBT News, ele assegurou que manterá seu nome na disputa.
Esquerda também
Os partidos de esquerda também enfrentam problemas semelhantes, ainda que menos ruidosos.
A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet saiu do MDB e entrou no PSB, partido do também ex-ministro e ex-governador paulista, Marcio França.
Ambos pretendem disputar pelo Senado.
Além da deputada federal e ex-ministra Marina Silva (Rede), que também pleiteia a vaga.
As convenções partidárias, a partir de julho, decidirão, na prática, quem serão os escolhidos.
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