Veja como votaram deputados da Baixada Santista em relação ao arcabouço fiscal | Boqnews
Câmara Federal. Foto: Lula Marques/Ag. Brasil
24 de maio de 2023

Veja como votaram deputados da Baixada Santista em relação ao arcabouço fiscal

O plenário da Câmara dos Deputados continua nesta quarta-feira (24) a análise da proposta que estabelece novas regras fiscais para as despesas da União, o chamado arcabouço fiscal.

A medida substituirá o atual teto de gastos.

O texto-base foi aprovado na noite desta terça-feira por 372 votos a favor, 108 contrários e uma abstenção.

Da Baixada Santista, votaram de forma favorável os deputados Alberto Mourão (MDB), Delegado da Cunha (PP) e Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

De forma contrária, a deputada Rosana Valle (PL) foi contra a proposta do arcabouço fiscal apresentada pelo Governo Federal.

Assim, para concluir a tramitação na Câmara, os deputados ainda precisam analisar os destaques, que ainda podem modificar trechos da proposta.

Assim que concluída a votação, a matéria segue para o Senado.

Segundo o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a medida deve ser analisada ainda neste semestre pelos senadores.

Paulo Barbosa votou a favor da proposta… Foto: Carla Nascimento

… assim como o deputado Alberto Mourão (MDB). Foto: Carla Nascimento

O mesmo ocorreu com o deputado Da Cunha (PP), que também votou a favor da proposta. Foto: Divulgação

A deputada do PL, Rosana Valle, foi a única que votou contrária à medida entre os deputados da Baixada Santista. Foto: Divulgação

Principais pontos

Assim, o relator do projeto, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), estabeleceu gatilhos para obrigar o corte e a contenção de gastos no caso de descumprimento da meta fiscal.

Dessa forma, a proposta estabelece o chamado sistema de bandas para o resultado primário, estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada anualmente, e critérios para a correção das despesas públicas.

Portanto, o modelo prevê um piso e um teto para os gastos do governo.

Na primeira versão do texto, Cajado havia proposto a aplicação direta do limite de crescimento real da despesa de 2,5% para 2024.

O texto foi modificado após acordo entre líderes partidários para condicionar o crescimento ao desempenho da receita do ano.

Assim, a cada ano haverá limites da despesa primária reajustados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e também por um percentual do quanto cresceu a receita primária descontada a inflação.

Por sua vez, o novo arcabouço fiscal limitará o crescimento da despesa a 70% da variação da receita dos 12 meses anteriores.

Para o próximo ano, o período considerado para a correção das despesas será julho de 2022 a junho de 2023.

Segundo o relator, a medida permitirá a aplicação das novas regras no Orçamento de 2024, com um valor já realizado.

O governo havia proposto considerar somente a inflação de 2023, fazendo uma estimativa para o valor anual.

Gastos

Portanto, em momentos de contração econômica, o gasto não poderá aumentar mais que 0,6% ao ano acima da inflação.

Dessa forma, o crescimento dos gastos públicos fica limitado a 50% do crescimento da arrecadação do governo, caso não ocorra o cumprimento da meta.

De 2025 em diante, os limites de cada ano serão encontrados usando o limite do ano anterior corrigido pela inflação mais a variação real da receita, sempre obedecendo os limites inferior (0,6%) e superior (2,5%).

Gatilhos

Assim, chamado de Regime Fiscal Sustentável pelo relator, o projeto prevê que, no caso de descumprimento das metas, haverá contingenciamento (bloqueio) de despesas discricionárias.

Dessa forma, o projeto de Cajado estabelece a adoção, no ano seguinte ao descumprimento, de medidas automáticas de controle de despesas obrigatórias, como a não concessão de aumento real de despesas obrigatórias e a suspensão de criação de novos cargos públicos e da concessão de benefícios acima da inflação.

Caso o descumprimento aconteça pelo segundo ano consecutivo, novas proibições ocorrerão.

Assim, caso do aumento de salários no funcionalismo público, admissão ou contratação de pessoal e realização de concurso público (nos últimos dois pontos, a exceção é para reposição de cargos vagos).

Segundo Cajado, o reajuste real do salário mínimo estará fora dos gatilhos e terá aumento acima da inflação.

Inicialmente, havia previsão de também retirar o Bolsa Família do limite de gastos.

No entanto, o deputado manteve o benefício sujeito às normas gerais para o reajuse acima da inflação.

Dessa forma, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) também estará submetido às regras de limite de gastos.

Assim, o ponto foi uma das divergências entre os parlamentares durante a votação, que defendiam a inclusão da complementação da União ao fundo nas exceções da proposta.

 

Punição

Por sua vez, o texto aprovado não criminaliza gestores públicos.

Atualmente, o descumprimento dos contingenciamentos e dos gatilhos é considerado uma infração à Lei de Responsabilidade Fiscal.

*Com informações da Agência Câmara e da Redação do Boqnews.com

Da Redação
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