Deputados eleitos destacam as propostas de seus mandatos para a Baixada Santista
No último domingo (4), as urnas definiram os representantes da Baixada Santista que ocuparão cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Dois candidatos da Baixada Santista foram eleitos no domingo (4) para deputado (a) federal. Pelo Estado de São Paulo, Rosana Valle (PL) teve 213.752 votos e Paulo Alexandre Barbosa (PSD) ficou com 168.207.
Por sua vez, a vereadora de PG Eduarda Campopiano (PL) foi eleita deputada estadual com 1.956.238 votos, a mais votada à Assembleia Legislativa.
Já vereadora santista Débora Camilo (PSOL) foi eleita com 94.895 votos e a deputada Solange Freitas (União), reeleita com 77.524.
Também os candidatos do PL, Tenente Coimbra e Paulo Mansur garantiram a reeleição. Coimbra teve 198.342 e Mansur ficou com 107.073.
Além disso, o presidente estadual do PSB, Caio França, também garantiu a reeleição, com 99.840 votos.
Propostas
Mais do que os números das urnas, o resultado abre espaço para discutir as propostas que foram apresentadas aos eleitores.
E, principalmente, quais delas podem impactar diretamente o cotidiano da população da Baixada Santista.
Rosana Valle
Sobre as três principais prioridades para a Baixada Santista e quais medidas pretende apresentar para cada uma delas, a deputada federal Rosana Valle menciona que serão a expansão do VLT para a área continental de São Vicente, a terceira pista da Imigrantes e o aeroporto metropolitano em Guarujá.
“O VLT na área continental é uma reivindicação que venho defendendo com cobranças, ofícios e reuniões com o governo estadual. Vamos continuar acompanhando as obras e cobrando o avanço da ligação até Samaritá, para melhorar o transporte dos moradores e a integração com a área insular”.
“A terceira pista da Imigrantes também está entre os projetos que tenho discutido com o governador Tarcísio de Freitas”.
“Vamos acompanhar seu andamento e trabalhar com o Estado e os prefeitos para que os acessos da Baixada estejam preparados para o aumento do fluxo de veículos.”
Por sua vez, sobre o aeroporto metropolitano em Guarujá, ela menciona que atuou desde o início do mandato para destravar o projeto e viabilizar recursos.
Além disso, promete, continuará acompanhando as etapas necessárias para sua entrada em operação, ampliando as possibilidades de turismo, emprego e desenvolvimento para toda a Baixada Santista.
Dessa forma, sobre o principal problema estrutural da Baixada Santista, a deputada considera a mobilidade.
“Os gargalos afetam o deslocamento dos moradores entre as cidades e a ligação com a Capital.
Imigrantes
Vamos acompanhar e apoiar a implantação da terceira pista da Imigrantes, o início das obras do Túnel Imerso Santos–Guarujá e a expansão do VLT para a área continental de São Vicente e também para o litoral sul. São obras fundamentais para melhorar os deslocamentos e contribuir para o desenvolvimento da região.”
Assim, outro ponto importante é que a Baixada Santista tem nove municípios com problemas que frequentemente ultrapassam as fronteiras de cada cidade. Desse modo, Rosana menciona sobre como pretende trabalhar de forma integrada pela região e com os prefeitos e demais parlamentares.
“Vamos manter o diálogo com os prefeitos para identificar as demandas comuns e articular projetos e recursos junto aos governos federal e estadual. Questões como mobilidade, saúde, habitação e os impactos da atividade portuária precisam ser tratadas com uma visão regional.
Segundo ela, seu trabalho será acompanhar os compromissos assumidos com as cidades e apoiar iniciativas que beneficiem a Baixada como um todo.
Paulo Alexandre Barbosa
Sobre as três principais prioridades para a Baixada Santista, o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSD) menciona que destacaria infraestrutura e mobilidade, saúde regional e segurança pública.
Na infraestrutura, a prioridade absoluta é fazer o Túnel Santos-Guarujá avançar conforme o cronograma.
Além disso, promete, trabalhará para colocar o Aeroporto de Guarujá em operação e avançar no VLT, na Curva do S, em Praia Grande, na terceira pista da Imigrantes e no novo Terminal Marítimo de Passageiros de Santos.
“Na saúde, queremos ampliar a capacidade de atendimento dentro da própria região. No primeiro mandato, destinamos R$ 56,3 milhões em emendas para a saúde da Baixada”.
“Agora vamos trabalhar por entregas como o Hospital Pediátrico da Zona Noroeste de Santos, a Maternidade de São Vicente, o novo Centro de Especialidades de Cubatão, o Hospital Municipal de Guarujá, além da ampliação do Hospital Regional de Itanhaém e de um novo AME no Litoral Sul”.
Segurança
Na segurança, ele ressalta que ampliará os investimentos em tecnologia, videomonitoramento, viaturas e integração entre as Guardas Municipais e as Polícias Civil e Militar. Assim como trabalhará para equipar melhor os agentes, garantindo condições adequadas para quem está todos os dias nas ruas protegendo a população.
Ele acrescenta que deseja ainda avançar com o PL Cidade Segura, para ampliar a presença de agentes nos locais e períodos de maior necessidade, fortalecendo a prevenção, dando mais segurança aos bairros e protegendo as famílias.
Dessa maneira, o deputado considera que um dos principais problemas estruturais é a falta de integração regional, especialmente na mobilidade e nos serviços públicos.
“Temos nove cidades que compõem uma região metropolitana, que inclusive completou 30 anos de formação em 2026. As pessoas moram em um município, trabalham em outro, procuram atendimento médico em outro e utilizam as mesmas rodovias e sistemas de transporte.
O Túnel Santos-Guarujá é talvez o maior exemplo de uma solução estrutural que muda essa realidade. Mas não é o único. Precisamos avançar no VLT em São Vicente, nos acessos ao Litoral Sul, na nova ligação com o Planalto, em macrodrenagem, saneamento e na regionalização da saúde.”
Ele ressalta que sua proposta é justamente tratar essas questões como problemas metropolitanos, e não como demandas isoladas de cada prefeitura. Isso vale para mobilidade, saúde, segurança, habitação, saneamento e mudanças climáticas.
Sobre o trabalho de forma integrada pela região, ele acrescenta que a experiência mostra que os maiores projetos da Baixada só avançam quando as diferenças políticas são deixadas de lado e todos trabalham juntos.
VLT
Paulo Alexandre aborda que foi assim no VLT e a história está se repetindo com o Túnel Santos-Guarujá: exigindo diálogo entre Governo Federal, Governo do Estado, municípios e Congresso. E será assim em temas como saúde regional, mobilidade, segurança, saneamento e adaptação às mudanças climáticas.
“Quero manter uma relação permanente com os prefeitos dos nove municípios, independentemente de partido, para organizar as prioridades da região e levá-las de forma conjunta a Brasília e ao Governo do Estado. Também considero fundamental trabalhar com os demais parlamentares eleitos pela região pelas pautas em comum, visando o desenvolvimento integrado da região.
Apesar de ganhar uma cadeira a mais na Alesp, a Baixada perdeu representação no Congresso, então quem permaneceu terá uma responsabilidade ainda maior. Não podemos desperdiçar energia em confusão, devemos buscar solução. Se uma iniciativa é boa para Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Cubatão, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém ou Peruíbe, temos que somar forças para fazê-la acontecer.”
Eduarda Campopiano
Em entrevista ao UOL News, do Canal UOL, a deputada estadual Eduarda Campopiano comentou sobre as segurança pública e apoio para as mulheres.
“Nós precisamos de uma frente ampla de combate ao crime para intensificar a pena contra os criminosos e tratar como os bandidos que são”.
Ela ainda afirmou que deseja que o aborto não seja apenas proibido, mas “impensável”. “Eu sou uma parlamentar conservadora, eu sou uma ‘parlamentar pró-vida”.
“E acho que a frase que eu mais falei hoje e eu vou falar de novo aqui é, como parlamentar, eu não quero que o aborto seja apenas proibido”.
“Eu quero que o aborto seja impensável. Conscientizar as pessoas sobre toda a problemática ao redor desse problema”.
Além de viabilizar ajuda para mulheres que engravidam em decorrência de violência sexual, para que elas não precisem matar o próprio filho que nada tem a ver com o crime que foi cometido.”
Tenente Coimbra
Já o deputado estadual Tenente Coimbra (PL) destaca que ao longo dos dois primeiros mandatos teve como uma de suas principais bandeiras a implantação das escolas cívico-militares nos municípios paulistas.
Coimbra é autor da Lei Complementar 1.398/2024, que instituiu o modelo de ensino em 100 unidades estaduais, distribuídas em 89 cidades.
Para o próximo mandato, o deputado estadual promete trabalhar pela ampliação do programa e chegar a 200 escolas atendidas em cerca de 200 municípios.
A expansão, segundo o parlamentar, representa a continuidade de uma articulação que teve início em meados de 2018, com a criação de uma Frente Parlamentar dedicada ao tema e a apresentação de propostas para levar o sistema a diferentes regiões do estado.
Além da Educação, Coimbra construiu sua atuação parlamentar em torno de pautas relacionadas à defesa dos municípios, à Infraestrutura Urbana, à Saúde e à valorização das Forças de Segurança.
Entre as iniciativas de seu mandato está o projeto que prevê punições mais rígidas para casos de invasão, depredação e vandalismo em universidades estaduais, incluindo multa, ressarcimento dos danos e possibilidade de desligamento de alunos envolvidos.
Paulo Mansur
Segundo o deputado estadual Paulo Mansur (PL), suas três prioridades para a Baixada são obras que precisam sair do papel e chegar à vida das pessoas.
Sobre o túnel Santos-Guarujá, ele ressalta que votou a favor da PPP e fiscalizará cada etapa para que esse prazo seja cumprido, inclusive as desapropriações, para que nenhuma família seja prejudicada.
Outro ponto é agua e saneamento. “A Sabesp foi desestatizada, com o meu voto, e o povo quer água na torneira. O plano da empresa prevê universalizar água e esgoto na Baixada até 2029, antes do prazo de 2033 fixado pelo Marco Legal do Saneamento. Vou fiscalizar o cumprimento dessas metas, cidade por cidade, para que a falta d’água do último verão não se repita.”
Assim como há a terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes.
“A gente quer que essa obra saia. Ela vai aumentar em 145% a capacidade de descida de veículos pesados, e vou cobrar para que comece e seja entregue”.
“E, junto com essas três obras, vou continuar destinando minhas emendas parlamentares para a Baixada Santista, como fiz com os R$ 23 milhões para a Santa Casa de Santos. Essa é a prioridade.”
Infraestrutura
Segundo Paulo Mansur, o principal problema estrutural da Baixada Santista é a infraestrutura, que não acompanhou o crescimento da região. Isso aparece de forma mais dura em dois pontos: água e mobilidade.
“Na água, não vou fugir do assunto. Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, moradores de várias cidades da Baixada ficaram sem água. A oposição usou isso para atacar a desestatização da Sabesp, mas a verdade é outra”.
“A empresa estatal passou décadas sem investir o necessário, e foi a desestatização que permitiu triplicar os investimentos. Obras que estavam no papel há anos, como a adutora submarina para o Guarujá e o novo centro de reservatórios de Itanhaém, que atende de Peruíbe até a área continental de São Vicente, estão saindo do chão”.
“Meu compromisso é cobrar prazo e resultado”.
“Concessão sem fiscalização não funciona, e o morador não quer explicação: quer água na torneira, principalmente no verão, quando a população da região se multiplica.”
Mobilidade
Já na mobilidade, a Baixada abriga o maior porto da América Latina, mas o morador ainda depende de balsa e de uma serra que congestiona a cada feriado. Por isso, ele irá fiscalizar o túnel Santos-Guarujá para que as obras sejam concluídas em 2030, cobrar a terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes, que vai aumentar em 145% a capacidade de descida de veículos pesados, e defender a expansão do VLT.
“E essas obras não vão travar por burocracia, porque o governo fez o dever de casa antes. No túnel, o Estado aproveitou o projeto e os estudos que já existiam e garantiu a licença ambiental antes mesmo do leilão. Na terceira pista, o parecer ambiental foi aprovado ainda na fase de projeto. É planejamento: resolver o problema antes que ele apareça.”
Com relação ao trabalho de forma integrada pela região, ele concorda e afirma que os grandes problemas da Baixada não respeitam divisa de município.
“Quando destinei R$ 23 milhões para a Santa Casa de Santos, o dinheiro foi para um hospital em Santos, mas quem é atendido lá vem de Guarujá, Cubatão, Praia Grande e de toda a região. O porto funciona do mesmo jeito: fica entre Santos e Guarujá, mas o caminhão, o emprego e o impacto no trânsito chegam às nove cidades. A água também: o sistema da Sabesp é regional, e um problema numa estação de tratamento afeta vários municípios ao mesmo tempo.”
Por isso, ele acrescenta que vai trabalhar em três frentes:
-Diálogo com os nove prefeitos, de Bertioga a Peruíbe, para alinhar minhas emendas com projetos que atendam mais de uma cidade.
*Planejamento regional de verdade, para que saúde, mobilidade, água e segurança sejam tratadas como problemas da Baixada inteira, e não de cada cidade isoladamente.
-Atuação em bloco com os parlamentares da região, estaduais e federais, nas pautas que unem a Baixada. Nesses temas, somo forças com qualquer colega, independentemente de partido.
“Com o governador reeleito e o acesso que tenho ao Estado e a Brasília, coloco esse trânsito a serviço da região inteira.”
Caio França
O deputado estadual Caio França aborda que considera três áreas fundamentais: segurança pública, mobilidade urbana e saúde.
“Na segurança, vou cobrar reforço de efetivo, investimento em inteligência e tecnologia e uma atuação mais integrada entre as forças estaduais e municipais, considerando inclusive as características específicas de uma região turística, portuária e que recebe uma população muito maior durante a temporada.”
Na mobilidade, ele aborda que vai acompanhar e cobrar a execução das grandes obras estruturantes, como o túnel Santos–Guarujá, a terceira pista da Imigrantes e a expansão do VLT, inclusive para a Área Continental de São Vicente.
E, na saúde, uma das prioridades será trabalhar pela aprovação do projeto para criar o Plano Estadual de Reforço à Saúde Pública da Baixada Santista durante a alta temporada, além de cobrar a ampliação regional de consultas, exames, cirurgias e especialidades.
Assim, o deputado acredita que um dos principais problemas estruturais da Baixada seja justamente a falta de um planejamento metropolitano capaz de acompanhar o crescimento e as características da região.
Assim, são nove municípios muito conectados entre si, o maior Porto da América Latina, uma população que aumenta significativamente durante a temporada e problemas de mobilidade, saúde, habitação e segurança que não terminam na divisa de uma cidade.
Mobilidade
“Precisamos fortalecer essa visão metropolitana. Obras como o túnel Santos–Guarujá, a expansão do VLT, a terceira pista da Imigrantes e o Aeroporto de Guarujá precisam estar inseridas em um planejamento regional, assim como saúde e segurança precisam considerar a população flutuante e a circulação diária entre os municípios”.
“Meu papel na Assembleia será cobrar do Governo do Estado essa visão integrada e ajudar a construir articulação entre Estado, União, municípios e demais representantes da região.”
Caio França também acrescenta que nenhum município da Baixada consegue enfrentar sozinho os principais desafios da região.
Quem mora em São Vicente trabalha em Santos, quem vive em Praia Grande utiliza serviços de saúde em outras cidades, as rodovias atendem toda a região e os impactos do Porto, do turismo, da mobilidade e da segurança ultrapassam qualquer limite municipal.
“Pretendo manter diálogo permanente com os nove prefeitos, independentemente de partido, com os demais parlamentares da Baixada e com os governos estadual e federal”.
“Nas pautas regionais, precisamos deixar as diferenças políticas de lado e construir uma agenda comum. Segurança, mobilidade, saúde, saneamento, habitação e desenvolvimento econômico exigem planejamento integrado. Quero contribuir para que a Baixada tenha mais força política para defender seus interesses e disputar os investimentos que correspondam à importância econômica e social que a região possui para o Estado de São Paulo e para o Brasil.”
Débora Camilo
De acordo com a deputada estadual Débora Camilo (PSOL), entre as principais prioridades será a de combater as privatizações do governo Tarcísio de Freitas, reeleito, que afetam diretamente a população da Baixada Santista.
“Vamos lutar pela reestatização da Sabesp e por serviços públicos de qualidade, além de enfrentar a privatização e a terceirização da saúde e da educação”
“No caso da Educação, queremos combater a plataformização do ensino e defender a valorização dos profissionais e uma educação de qualidade para nossas crianças e jovens. Também será prioridade derrotar o projeto da extrema direita.”
A deputada acrescenta que a Baixada Santista é uma região rica, mas profundamente desigual.
Segundo ela, um dos principais problemas é a falta de vontade política para colocar no centro do orçamento e das políticas públicas quem vive e trabalha na região.
“Essa desigualdade é agravada pelo processo de privatização e terceirização promovido pelo governo Tarcísio e pela falta de investimentos em saúde, educação, moradia e desenvolvimento social”.
“Nosso mandato vai enfrentar esse modelo e defender políticas públicas que atendam às necessidades reais da população.”
Assim, de acordo com a deputada eleita Débora Camilo, os prefeitos e os deputados não pensam a Baixada Santista como uma região metropolitana, e esse é um dos principais desafios que precisa ser enfrentado.
“As pessoas circulam entre os municípios e muitos problemas não respeitam fronteiras. Estamos dispostos a fazer esse diálogo e também a pressionar os governos municipal, estadual e federal para que as políticas públicas atendam, de fato, aos interesses da população da Baixada.”
Solange Freitas
A deputada estadual Solange Freitas (União) lembra que conseguir a climatização de toda a frota dos ônibus intermunicipais é prioridade.
“Essa foi uma das minhas primeiras lutas quando cheguei à Alesp, em 2023, e hoje quase metade da frota já está climatizada. E foi uma luta solitária, sem apoio de outros parlamentares. Mas com abaixo-assinado, campanha pelo fim da sauna móvel, reuniões e um pedido para o governador, conseguimos mudar essa realidade na região. Além de continuar cobrando e fiscalizando e acompanhando todas as etapas da terceira pista da Imigrantes.”
Outra prioridade é a causa autista.
“Eu tenho uma lei que criou as salas sensoriais nos shoppings de todo o Estado e vou fiscalizar para seu cumprimento”.
“Também temos em vigor a lei que criou o PIA – Protocolo Individualizado de Avaliação, que permite a estudantes autistas e neurodivergentes de escolas públicas e particulares tenham uma avaliação de acordo com suas necessidades individuais. Tenho ainda outros projetos na Alesp. Vou lutar para sua aprovação.”
Mulheres
Assim como, continuará cuidando das mulheres.
“Na saúde vou apresentar mais emendas ao orçamento do Estado para ampliar o número de carretas da Mamografia. Na prevenção, continuar buscando recursos para a região. Sou autora da lei que criou a Semana de Conscientização e Prevenção ao Câncer nas Comunidades”
“É levar informação, prevenção e serviço para quem muitas vezes não tem esse atendimento tão perto de casa. Quero o envolvimento maior do poder público nessas ações durante a semana, que é a segunda semana de abril. Meu sonho que vou começar a lutar: um hospital do câncer na Baixada. Em relação à violência doméstica vou continuar lutando pra trazer mais serviços que ajudem as mulheres vítimas de violência.”
Ela considera a mobilidade como o principal problema da Baixada Santista.
“Assim, a cada feriado e a cada temporada, e até no dia a dia a gente vê os congestionamentos aumentando nas rodovias que ligam a Baixada Santista e que atrapalham também o desenvolvimento econômico”.
“Sou presidente da Frente Parlamentar em Apoio à Terceira Pista da Imigrantes e, desde o início, estamos acompanhando todas as etapas desse processo, cobrando melhorias nas rodovias”.
“Acompanho também e venho cobrando o VLT para a área continental de São Vicente. Também temos o túnel entre Santos e Guarujá. Uma obra que durante décadas foi promessa e que, agora, finalmente é realidade. E acompanho todos os passos e fiscalizo.”
Assim, uma outra luta que ela vem acompanhando e dando voz as pessoas e cobrando, são as melhorias no saneamento básico e a falta de água. “Sou presidente da frente parlamentar de fiscalização da Sabesp”.
“E luto pra que todas as melhorias propostas aconteçam o mais rápido possível. Estou fiscalizando as obras e lutando quando tem problemas.”
População de rua
Aliás, ela também comentou sobre como pretende trabalhar de forma integrada pela região e uma das lutas é a população de rua.
“As cidades já estão se unindo pra buscar soluções e agora com o fim das eleições, entrei na luta para intermediar junto ao governo do Estado as soluções”.
“Tenho um projeto de lei também que está tramitando na Alesp sobre internação compulsória que quero apresentar ao grupo como uma das propostas para ajudar nessa luta”.
“Além disso temos o Condesb, que é o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista, que ainda pode ser um caminho importante para essa integração. Quando todos se permitem, é possível conseguir essa união de forças.”
Além disso, Solange Freitas ressalta que um bom exemplo foi a última temporada de verão.
Assim, os prefeitos mostraram a dificuldade financeira para dar estrutura aos policiais militares que vêm de outras regiões para reforçar a segurança no litoral.
“Eu apresentei uma emenda ao orçamento do Estado e conseguimos mais R$ 10 milhões para ajudar os municípios na hospedagem e alimentação da tropa.”
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Mobilidade, com foco na expansão do VLT, é uma das prioridades dos parlamentares. Foto: Francisco Arraes/PMS-Divulgação