Cartilha do TRE mostra o que pode e o que não pode na campanha 2026
A campanha eleitoral, período em que candidatas e candidatos divulgam suas propostas e pedem voto ao eleitor, é marcada por uma enxurrada de informações nas ruas, redes sociais, na rádio e TV e até em bens particulares, como imóveis e veículos.
Assim, para garantir uma disputa justa e transparente, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) disponibilizou uma cartilha que mostra o que é permitido e o que é proibido na propaganda eleitoral.
Portanto, o material, está disponível na página Eleições 2026 no site do Tribunal, ainda destaca as novidades na legislação para o pleito deste ano.
Dessa forma, o guia explica o que pode e o que não pode ser feito na propaganda eleitoral conforme o meio em que é veiculada.
por isso, mostra também as permissões e proibições nas 48 horas antes e 24 horas depois da votação, bem como no dia do pleito.
O 1º turno será em 4 de outubro.
Internet
Em relação à internet, a cartilha informa o bloqueio total do uso de Inteligência Artificial (IA) nas 72 horas antes e 24 horas depois da votação.
Assim, a inovação foi trazida pela Resolução nº 23.755/2026, do Tribunal Superior Eleitoral, que alterou a Resolução TSE nº 23.610/2019, específica para a propaganda.
Portanto, outra novidade diz respeito à obrigação que redes sociais e plataformas digitais de banir perfis falsos em caso de reiterada conduta de crime eleitoral.
Ou no caso de publicação de fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que possam atingir a integridade do processo eleitoral.
Nesse sentido, o material ainda frisa a vedação aos provedores de aplicação para a oferta de sistemas de IA ou tecnologia equivalente.
Elas, por exemplo, não devem recomendar candidaturas, formular publicidade que represente ato de violência política contra a mulher ou criar alterações em fotos ou vídeos com cena de sexo, nudez ou pornografia envolvendo candidata ou candidato.
Propaganda de rua
Sobre a propaganda de rua, o destaque fica por conta do material de campanha, que pode ser entregue em espaços públicos abertos de convivência.
Assim, esses espaços incluem praças, feiras e parques, desde que não comprometa a circulação de pessoas nem prejudique o uso regular do local.
Da mesma forma, este ano, a veiculação de propaganda por meio da distribuição de folhetos referentes a pleito majoritário deve ser feita também em Braille, de modo a ampliar o acesso do eleitorado com deficiência à informação sobre as candidaturas.
Já a publicidade ou assédio eleitoral em ambiente de trabalho público ou privado está terminantemente vedado, podendo a sua ocorrência gerar penalidades.
Como denunciar irregularidades?
Eleitoras e eleitores, candidatos e candidatas, partidos, federações e coligações podem apontar irregularidades na propaganda eleitoral e realizar denúncias por meio do aplicativo Pardal.
Assim, ele pode ser baixado de forma gratuita na Play Store e na App Store.
Portanto, para a usar o aplicativo, é necessário fazer autenticação por meio do e-Título ou do Gov.br.
A identidade da pessoa denunciante será protegida por sigilo, mesmo utilizando a autenticação requerida. O uso do Pardal está regulamentado pela Portaria TSE nº 451/2026.
Aplicativo Pardal já está no ar; veja como denunciar irregularidades na propaganda eleitoral.
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