Arte sobre rodas | Boqnews
Arte sobre rodas

Falta de patrocínio e despesas altas não são o suficiente para desanimar a campeão nacional e sul-americana de patinação artística, Bárbara Rodrigues. São cinco horas diárias de treino, tombos, arranhões, dores e medicamentos.

Estes são os bastidores de uma fusão entre esporte e arte que fascina a garota de 1,73 metros, cabelos longos e gestos delicados.
Mesmo não sendo  vítima de fraturas nas pernas ou nos braços como consequência da prática da modalidade, ela já presenciou a irmã, a também parinadora Natália Rodrigues, em diversas ocasiões nesta situação.

Dos 16 anos, Bárbara Rodrigues dedica 13 à prática da patinação artística e o quadro de troféus e medalhas traz premiações nacionais e sul-americanas conquistadas por meio do investimento e do apoio dos avós maternos.

Patinadora da equipe do Clube Internacional de Regatas, Bárbara trouxe de Brasília, onde aconteceu o Campeonato Sul-Americano de Patinação Artística em julho, a medalha de primeiro lugar na modalidade Figuras Obrigatórias.

A última competição da qual  participou aconteceu há pouco mais de um mês, em Santa Cruz do Sul (RS). Foi a segunda etapa do Campeonato Brasileiro e novamente a garota abocanhou o topo do pódio dentro de sua especialidade, mas todas estas vitórias não são suficiente para custear a atividade.

“Um par de patins bons chega a R$ 3.500,00. Cada apresentação exige um figurino diferente feito com tecido importado, além das despesas com as viagens. Chegamos a gastar quase R$ 15 mil quando ela participou pela primeira vez do sul-americano, em Montevidéu, na Uruguai”. O relato é de seu avô, o aposentado Norton Rodrigues, que arca com as despesas decorrentes da prática esportiva.

Ele conhece cada detalhe das ferramentas competitivas da neta,  quais as melhores rodas para cada apresentação, o melhor tipo de amortecedor e onde devem existir os ajustes para que a coreografia saia perfeita.
“Antes eu, ela e minha esposa íamos às competições. Na última, a de Santa Cruz do Sul, fomos só nós dois. O clube ajuda de vez em quando”, diz.

Segundo o secretário de esporte do clube, Oswaldo Guereto, há um esforço para ajudar todas as modalidades. "Não pagamos tudo, mas não deixamos de contribuir com as despesas".

Mundial

Os desafios não beiram somente à margem financeira. A preocupação dos avós também é um dos obstáculos carinhosamente enfrentado pela patinadora. “Eu poderia ter participado de um campeonato na Austrália, mas eles ficariam preocupados demais por não estarem junto comigo”.

Sua avó, Mirtes Rodrigues, reforça a afirmação da neta e explica que a outra patinadora da família, Natália, estava longe e se Bárbara fosse para a Austrália, eles ficariam preocupados demais. “Não deixamos ela ir por medo de acontecer alguma coisa e não estarmos lá para ajudar”, relata.

Outra dificuldade que Bárbara aponta é a de manter uma relação amistosa com as mães de outras competidoras. “Elas acham que as filhas devem ganhar sempre e como muitas vezes me destaco, surgem algumas situações chatas e que podem atrapalhar o relacionamento entre as garotas”.

Mesmo tendo reconhecimento em nível internacional, a estudante afirma que não se sente preparada para enfrentar um campeonato mundial.
“Para disputar este campeonato é preciso apresentar a modalidade Free Dance, onde os atletas mais se machucam. Fiz isso uma vez e não gostei  da coreografia, pois tudo foi feito em cima da hora. Ainda não me sinto pronta para encarar este desafio, principalmente porque eu precisaria treinar mais, mas eu estudo e não tenho como me dedicar mais”, completa a jovem.


 

7 de outubro de 2008

Arte sobre rodas

Falta de patrocínio e despesas altas não são o suficiente para desanimar a campeão nacional e sul-americana de patinação artística, Bárbara Rodrigues. São cinco horas diárias de treino, tombos, arranhões, dores e medicamentos.


Estes são os bastidores de uma fusão entre esporte e arte que fascina a garota de 1,73 metros, cabelos longos e gestos delicados.
Mesmo não sendo  vítima de fraturas nas pernas ou nos braços como consequência da prática da modalidade, ela já presenciou a irmã, a também parinadora Natália Rodrigues, em diversas ocasiões nesta situação.


Dos 16 anos, Bárbara Rodrigues dedica 13 à prática da patinação artística e o quadro de troféus e medalhas traz premiações nacionais e sul-americanas conquistadas por meio do investimento e do apoio dos avós maternos.


Patinadora da equipe do Clube Internacional de Regatas, Bárbara trouxe de Brasília, onde aconteceu o Campeonato Sul-Americano de Patinação Artística em julho, a medalha de primeiro lugar na modalidade Figuras Obrigatórias.


A última competição da qual  participou aconteceu há pouco mais de um mês, em Santa Cruz do Sul (RS). Foi a segunda etapa do Campeonato Brasileiro e novamente a garota abocanhou o topo do pódio dentro de sua especialidade, mas todas estas vitórias não são suficiente para custear a atividade.


“Um par de patins bons chega a R$ 3.500,00. Cada apresentação exige um figurino diferente feito com tecido importado, além das despesas com as viagens. Chegamos a gastar quase R$ 15 mil quando ela participou pela primeira vez do sul-americano, em Montevidéu, na Uruguai”. O relato é de seu avô, o aposentado Norton Rodrigues, que arca com as despesas decorrentes da prática esportiva.


Ele conhece cada detalhe das ferramentas competitivas da neta,  quais as melhores rodas para cada apresentação, o melhor tipo de amortecedor e onde devem existir os ajustes para que a coreografia saia perfeita.
“Antes eu, ela e minha esposa íamos às competições. Na última, a de Santa Cruz do Sul, fomos só nós dois. O clube ajuda de vez em quando”, diz.


Segundo o secretário de esporte do clube, Oswaldo Guereto, há um esforço para ajudar todas as modalidades. “Não pagamos tudo, mas não deixamos de contribuir com as despesas”.


Mundial


Os desafios não beiram somente à margem financeira. A preocupação dos avós também é um dos obstáculos carinhosamente enfrentado pela patinadora. “Eu poderia ter participado de um campeonato na Austrália, mas eles ficariam preocupados demais por não estarem junto comigo”.


Sua avó, Mirtes Rodrigues, reforça a afirmação da neta e explica que a outra patinadora da família, Natália, estava longe e se Bárbara fosse para a Austrália, eles ficariam preocupados demais. “Não deixamos ela ir por medo de acontecer alguma coisa e não estarmos lá para ajudar”, relata.


Outra dificuldade que Bárbara aponta é a de manter uma relação amistosa com as mães de outras competidoras. “Elas acham que as filhas devem ganhar sempre e como muitas vezes me destaco, surgem algumas situações chatas e que podem atrapalhar o relacionamento entre as garotas”.


Mesmo tendo reconhecimento em nível internacional, a estudante afirma que não se sente preparada para enfrentar um campeonato mundial.
“Para disputar este campeonato é preciso apresentar a modalidade Free Dance, onde os atletas mais se machucam. Fiz isso uma vez e não gostei  da coreografia, pois tudo foi feito em cima da hora. Ainda não me sinto pronta para encarar este desafio, principalmente porque eu precisaria treinar mais, mas eu estudo e não tenho como me dedicar mais”, completa a jovem.



 

Da Redação
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