Em incidente com goleiro Aranha, Grêmio é julgado agora no STJD
O julgamento do Grêmio por conta das ofensas racistas ao goleiro Aranha ocorre no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em sessão da tarde desta quara-feira na sede do órgão, no Rio de Janeiros. O Tricolor foi enquadrado no artigo 243-G do Código Brasil de Justiça Desportiva (CBJD), que fala sobre ato discriminatório, e pode perder mandos de campo e até mesmo ser excluído da Copa do Brasil.
O Grêmio prepara todo um arsenal jurídico para tentar evitar ou amenizar eventuais punições pelo caso de racismo praticado por torcedores na Arena. O objetivo imediato será não ser punido com a exclusão da Copa do Brasil ou uma longa suspensão que inclua a perda de mandos de campo na Arena.
Três defensores são do próprio clube – Thiago Brunetto, Jorge Petersen e Gabriel Vieira –, além de Michel Assef Filho, que atua no Flamengo e foi contratado especialmente para o caso por ter um bom trânsito na corte desportiva. O presidente Fábio Koff também está presente na sessão.
O primeiro voto do julgamento é do auditor-relator Francisco Pessanha, que se manifesta à favor da exclusão do Grêmio na Copa do Brasil, do pagamento de uma multa de R$ 50 mil e da proibição do direito de frequentar a Arena ou qualquer outro estádio em que o clube mande os jogos aos torcedores identificados pelas injúrias raciais. O auditor baseia a decisão no texto do artigo 243-G do Código Brasileiro.