Santos FC vive turbulência política após decisões do Conselho e do STJD
O Santos FC atravessou uma semana marcada por tensão nos bastidores políticos e disputas jurídicas, em meio às discussões sobre a reforma do Estatuto do clube e decisões importantes envolvendo o cenário esportivo recente.
Enquanto o Conselho Deliberativo manteve a exigência de três anos de associação para que sócios possam votar em assembleias e eleições presidenciais, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) rejeitou, por unanimidade, o pedido do clube para anular a partida contra o Coritiba Foot Ball Club, vencida por 3 a 0, em jogo que ficou marcado pela polêmica envolvendo uma substituição de Neymar.
As decisões aumentaram o clima de tensão na Vila Belmiro, em meio a disputas entre situação e oposição e à pressão de torcidas organizadas.
Reunião do Conselho e debates do Estatuto
A reunião do Conselho Deliberativo ocorreu na quinta-feira (21), na Vila Belmiro, com protestos de torcedores organizados do lado de fora. Grupos políticos ligados ao clube contestaram pontos da reforma estatutária, principalmente as regras de participação dos sócios.
A proposta inicial previa aumentar o tempo mínimo de associação de três para cinco anos para direito a voto. Após forte resistência interna, a mudança aconteceu antes da votação final.
Com isso, permanece a regra atual: três anos de associação para participação nas eleições presidenciais e assembleias gerais.
Derrota política e divisão interna
A decisão considerou uma derrota para o grupo ligado ao presidente Marcelo Teixeira e uma vitória para a oposição, que defendia a manutenção das regras vigentes.
O clube chegou a divulgar nota oficial confirmando a retirada da proposta, reforçando a permanência do modelo atual de votação.
Os trabalhos do Conselho avançaram até o artigo 28 do novo Estatuto, mas os conselheiros interromperam a sessão e vão retomá-la na próxima semana. Ainda não entraram no debate do artigo 32, considerado um dos pontos mais sensíveis do processo.
Votação online e nova emenda
Outro ponto de debate foi o sistema de votação eletrônica. Ademais, uma redação inicial gerou dúvidas sobre a possibilidade de uso do voto online nas eleições presidenciais.
Contudo, após discussão, foi aprovada uma emenda garantindo que as votações sejam realizadas de forma presencial e também à distância, por meio eletrônico, com auditoria e segurança.
A medida foi vista como vitória da oposição, por ampliar a participação de sócios fora da Baixada Santista e de outras regiões do país.
Bastidores e próximos capítulos
Nos bastidores, o clima é de expectativa e divisão. Por isso, o novo Estatuto é considerado decisivo para o futuro político do clube, especialmente com a proximidade das próximas eleições presidenciais.
Além disso, a tendência é que os debates nas próximas semanas aprofundem ainda mais as disputas internas no Santos FC, em um cenário de forte pressão política e institucional.
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