A Vila Belmiro viveu um clima de tensão durante o clássico entre Santos e São Paulo, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Integrantes de uma torcida organizada do Peixe protestaram contra o presidente Marcelo Teixeira e o diretor executivo de futebol Alexandre Mattos.
Os torcedores ficaram em silêncio durante todo o primeiro tempo como forma de manifestação. No intervalo, eles ergueram faixas, entoaram gritos de protesto e direcionaram xingamentos aos dirigentes. As críticas miraram a gestão do clube e a atuação da Polícia Militar, após a morte do torcedor Alex Nunes Pinheiro do Carmo, conhecido como Acarajé, na Neo Química Arena.
A organizada também questionou o modelo administrativo do Santos e cobrou mudanças no futebol. Os protestos continuaram após o apito final do empate por 1 a 1, quando parte da torcida voltou a se manifestar nas arquibancadas.
Entre os gritos, os torcedores pediram a saída da diretoria e reforços para a equipe. As cobranças ganharam adesão de outros santistas presentes no estádio.
Após o jogo, outra torcida organizada realizou novo protesto na saída da Vila Belmiro, nas proximidades do portão 16, área de acesso aos camarotes. Marcelo Teixeira voltou a ser o principal alvo das críticas. Os torcedores também exigiram reforços para o elenco comandado por Juan Pablo Vojvoda.
As manifestações ocorreram poucos minutos depois de o Santos abrir o placar. Zé Rafael marcou o gol nos acréscimos do primeiro tempo, mas o clima de insatisfação seguiu até o fim da noite.
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