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A grande volta, com Fúlvio Stefanini e Rodrigo Lombardi, chega a Santos no final do mês

Em 2001, Paulo Autran se apaixonou pela peça Le Grand Retour de Boris S., de Serge Kribus, começou a traduzi-la…

06 de outubro de 2010 - 15:26

Da Redação

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Em 2001, Paulo Autran se apaixonou pela peça Le Grand Retour de Boris S., de Serge Kribus, começou a traduzi-la e a preparar a sua montagem. Mas o grande sucesso de Visitando o Sr. Green acabou por mudar seus planos.


Agora, passados alguns anos, Marco Ricca dirige a montagem do texto que tanto interessou o grande mestre, A Grande Volta, com Fúlvio Stefanini e Rodrigo Lombardi interpretando pai e filho, protagonistas de uma história que fala de amor, comprometimento, medo, solidão, sonhos, falhas e de um belo encontro.


O espetáculo estreou em 1º. de maio de 2010, no Teatro FAAP (Rua Alagoas, 903, Higienópolis). Com cenografia de André Cortez, figurinos de Letícia Barbiere, iluminação de Maneco Quinderé, trilha sonora de Eduardo Queiroz e produção de Germano Soares Baia e Giuliano Ricca. A direção é de Marco Ricca.


A Grande Volta (Le Grand Retour de Boris S.) foi escrita em 2000, sendo montada com sucesso de público e crítica na França, Bélgica, Suíça, Argentina, entre outros países. O espetáculo foi originalmente dirigido por Marcel Bluwal no Teatro de l`OEuvre, recebendo Prêmio Beaumarchais, Prêmio da Crítica, Prêmio da Francofonia da SACD, Prêmio Lucien Barrière e a nomeação para os Molières 2001.


SINOPSE
O momento é de crise para o publicitário Henrique (Rodrigo Lombardi): ele acaba de perder o emprego, sua esposa o deixou levando o filho pequeno, e, para completar, seu pai Boris (Fúlvio Stefanini), sem aviso prévio, mudou-se para sua casa. Boris é um ator velho, ultrapassado, há muito tempo fora dos palcos, que acaba de ser chamado para viver um personagem clássico – e dos mais importantes da dramaturgia mundial: o Rei Lear, de Shakespeare.


A peça de Serge Kribus, tocante e muito bem construída, explora a relação entre pai e filho e as questões de identidade delas decorrentes. O tom às vezes irônico e rude leva, a uma profunda humanidade. Nós somos o que somos, mas também aquilo que os nossos pais nos transmitiram. Henrique não pode fugir de seu pai, apesar do profundo desejo que ele tem de distanciar-se dele. A verdade está aí, os dois homens se parecem. Como em um espelho, pai e filho devolvem um para o outro o mesmo discurso, os mesmos erros, o mesmo medo e a mesma loucura.


A história ameaça transformar-se em tragédia, porém com sensatez, dela se afasta e se encontra na comédia dramática, com a densidade sentimental habilmente recheada de certeiros toques de humor.


FÚLVIO STEFANINI
Com mais de 50 anos de carreira, o ator paulistano tem seu nome associado a diversos espetáculos de grande sucesso no teatro: As Feiticeiras de Salém, Toda Donzela tem um pai que é uma Fera, Quem Tem Medo de Virginia Woolf ?, Oh! Que Delícia de Guerra, O Versátil Mr. Sloane, A Venerável Madame Goneau, Meno Male, Sua Excelência, o Candidato, Caixa 2 e Até que o Sexo nos Separe, entre muitos outros. Na televisão, a partir de 1956, foram dezenas de papéis em teleteatros, novelas e minisséries, alguns inesquecíveis como o conquistador Tonico Bastos em Gabriela (1975).


RODRIGO LOMBARDI
Entrou para o Grupo Tapa em 1999, onde participou de espetáculos como A Mandrágora. Em 2006, fez parte do grande elenco de Ricardo III, dirigido por Jô Soares, e estrelado por Marco Ricca, Denise Fraga e Glória Menezes. Em televisão, teve imenso sucesso como o personagem Raj, em O Caminho das Índias, de Glória Perez.


MARCO RICCA
Ator e diretor de teatro, cinema e televisão. No palco, como ator em Os Pequenos Burgueses, Dois Perdidos numa Noite Suja, A Gaivota, Closer, 3 Versões da Vida e Ricardo III. Como diretor de teatro, fez os espetáculos Ufa, que perigo; Brincando na Chuva, Oeste, O Afogado, Shopping e Fucking e Senhor das Flores. No cinema, como ator em O Caso Morel, O que é isso, companheiro, O Invasor, O casamento de Romeu e Julieta, O Coronel e o Lobisomem, Crime Delicado e A Via Láctea. Em 2009, dirigiu seu primeiro longa-metragem, Cabeça a Prêmio.

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