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Arte e história à beira-mar

O jardim da praia de Santos é conhecido por ser o mais extenso do mundo, perfazendo 5.335 metros em sete…

06 de fevereiro de 2009 - 18:52

Da Redação

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O jardim da praia de Santos é conhecido por ser o mais extenso do mundo, perfazendo 5.335 metros em sete quilômetros de praias, do José Menino à Ponta da Praia. Além da beleza da vegetação, o espaço abriga 31 monumentos, que estão estrategicamente distribuídos pela orla, com destaque aos encontrados na Ponta da Praia – onze no total, sendo um deles, o do Marco Padrão de D. Henrique, situado no próprio mar.

Dentre as mais famosas, está uma que ficou em grande evidência no ano passado. Trata-se do Monumento à Imigração Japonesa, localizado em frente à Avenida Conselheiro Nébias, no Boqueirão. A escultura, da artista plástica Claudia Fernandes, recorda o navio Kasato Maru, responsável por trazer ao Porto de Santos a primeira leva de japoneses que chegaram à Cidade há mais de 100 anos. Com cerca de cinco metros de altura e 800 quilos, é toda feita em bronze e representa a saga dos imigrantes que vieram para o Brasil.

Há ainda, no Gonzaga, entre os canais 2 e 3, os famosos leões, visitados e montados por muitas crianças. O “macho” tem sua produção atribuída ao espanhol Sigismundo Fernandes, é feito de concreto, em tamanho natural, e, segundo dados da Prefeitura, embora não se saiba exatamente a data de sua criação, as informações remetem à década de 40. Já a leoa, também de concreto e da mesma época, foi criada por alunos dos cursos de artes plásticas do que era conhecido como Instituto Escolástica Rosa.

Outro símbolo histórico é encontrado na Praça Luiz La Scala, onde se localiza o Aquário, na Ponta da Praia, e remete à chegada dos portugueses ao Brasil. Trata-se da Caravela, que simboliza os 500 anos do descobrimento. Com seis metros de altura e mais de 1,3 mil quilos, a escultura foi uma oferenda da comunidade lusitana de Santos e teve sua inauguração em 1988. A obra foi desenvolvida pela arquiteta Regina Maria Lourenço Adegas.

Ainda na Ponta da Praia, mas na Avenida Saldanha da Gama, está a estátua do Atleta Náutico Santista, desenvolvida por Caetano Fracarolli. É um esportista com a coroa de louros, sendo inaugurada em 1961 e com placas em seu entorno, como a que declara Santos a cidade mais desportiva do País, concedida pelo Jornal O Globo e pela Rádio Globo.
São também chamarizes dentre as obras encontradas na orla praiana a presença de muitos bustos, em homenagem a representações de renome na Cidade. São nove ao todo: Almirante Tamandaré (em frente à Rua Osvaldo Cochrane), Brigadeiro Tobias de Aguiar (Avenida Bartolomeu de Gusmão, próximo ao canal 6), Martins Fontes (próximo ao Canal 2, no Gonzaga), Lydia Federicci, Maria José Aranha de Rezende (os dois em frente à Rua Pindorama), Duque de Caxias, Fábio Montenegro (ambos próximos ao Aquário), Santos Dumont (próximo à Fonte do Sapo, na Aparecida) e Giusfredo Santini (próximo ao Ferry Boat).

A história desses monumentos foi retratada, inclusive, no livro Esculturas Urbanas, da artista plástica Maria Inah Rangel e da jornalista Rosângela Menezes, lançado em agosto do ano passado, contendo também um pouco sobre a vida de alguns dos autores responsáveis pelas construções. Exemplares da obra podem ser encontrados nas bibliotecas municipais da Cidade.

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