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Cultura

Arte no Dique lança série documental sobre participação de alunos nos carnavais

Do Dique da Vila Gilda ao Pelô” contará quatro episódios exibidos entre 13 e 16 de fevereiro, sempre às 19h, nas redes sociais da ONG

10 de fevereiro de 2021 - 14:57

Da Redação

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Com sua pedra fundamental lançada em 28 de novembro de 2002, o Instituto Arte no Dique, ONG localizada no Dique da Vila Gilda, em Santos, onde está a maior favela sobre palafitas do Brasil, teve desde início como seu carro-chefe a questão do tambor: herança da relação do presidente do instituto, o soteropolitano José Virgílio Leal de Figueiredo, com o Olodum, famoso grupo percussivo baiano reconhecido internacionalmente e do qual foi produtor.

Essa relação está presente intensamente na história do Arte no Dique: em seus primeiros, a Banda Querô, formada por ex-alunos das oficinas de percussão e música da instituição, fez cerca de dez shows no Carnaval de Salvador. “Essas apresentações foram fundamentais para o intercâmbio cultural e amadurecimento destes jovens, que se tornaram profissionais da música e levariam sua arte a vários países”, ressalta José Virgílio.

Agora, em tempos difíceis de pandemia e distanciamento social, sem a realização do carnaval, o Arte no Dique decidiu rememorar essa trajetória ao lançar a série documental “Do Dique da Vila Gilda ao Pelô”. “Pelô”, de Pelourinho, famoso reduto cultural e turístico da capital baiana. Serão quatro episódios exibidos entre 13 e 16 de fevereiro, sempre às 19h, nas redes sociais da ONG

Obra

A obra tem direção do próprio Virgílio e Felipe Seguro, a partir de roteiro de Felipe e Marcos Vinicius e produção de Felipe, Marcos e Nice Gonçalvez. Nela, surgem imagens das apresentações da Banda Querô no Carnaval de Salvador, bem como são entrevistados personagens importantes desta história: a cantora Joh Correia, os jovens Gabriel Prado e Jorge Henrique, que atualmente atuam como músicos profissionais respectivamente na Itália e na França, colaboradores e alunos do Arte no Dique e moradores do Dique da Vila Gilda na época das apresentações e artistas e produtores culturais baianos, além de Ubiratan (Bira Afrosamba), ex-músico do Olodum, primeiro cantor e compositor da Banda Querô e Professor de Percussão.

“Se estivéssemos em situação de normalidade, faríamos um carnaval no Arte no Dique, pois sempre buscamos realizar ações culturais que envolvam a comunidade. Infelizmente, com a demora na vacinação, segue e necessidade em cuidarmos das pessoas, de preservamos o distanciamento social, mas não deixaremos passar em branco uma data tão importante na trajetória de tantos jovens. Daí surgiu a ideia do documentário: relembramos momentos inesquecíveis, que abriram muitas portas, e termos a noção de que precisamos superar a pandemia para voltarmos a nos encontrar”, ressalta Virgílio.

Assim, as apresentações musicais da Banda Querô no Carnaval de Salvador foram o início de vários intercâmbios culturais promovidos pelo Arte no Dique, que culminaram em viagens de alunos da instituição à Itália, nos últimos anos, onde puderam se apresentar e ter aulas do idioma e a cultura local, participar de workshops.

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