A utilização cultural da Cadeia Velha de Santos está garantida, segundo anunciou hoje o Governo do Estado. No ano de 2016 e até mesmo em anos anteriores, o local foi pauta de reuniões, audiências públicas e a reivindicação maior era que se transformasse num verdadeiro Centro Cultural metropolitano. Mas parece que destes encontros pouca coisa ou nada foi levada em consideração. No lugar do almejado centro cultural, que agregaria as mais diferentes manifestações artísticas, ficará o merecido Projeto Guri, que inclusive já chegou a ocupar o espaço antes da milionário obra, e a sede da Agem.
A Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM), vinculada à Subsecretaria de Assuntos Metropolitanos do Estado, que transferirá sua sede para o local, com a proposta de articular iniciativas culturais de toda a região. A ideia é que a AGEM se instale o primeiro andar da Cadeia Velha e o Projeto Guri no térreo. Uma sala do térreo será de múltiplo uso, para abrigar a programação cultural, e outra será dedicada a exposições sobre o valor da Cadeia Velha como patrimônio histórico e à memória da escritora Patrícia Galvão, a Pagu.
Para a classe artistisca, porém, o anúncio desta decisão foi visto como um golpe e receio. Muitos foram os que expressaram sua indignação nas redes sociais. Segundo o ator e produtor cultural Junior Brassalotti, jogaram todas as audiências no lixo. “Um secretário desconectado com a região, retóricas hesitantes que só quem quer acreditar embarca. São 10 milhões de golpinhos numa obra ainda inacabada que ficou aberta 4 meses, a Agem (…), com seu histórico de cabides e de inoperância em interlocução com o segmento cultural de maneira metropolitana, não vai mais pagar aluguel. Evoé Projeto Guri que sempre ensaiou e dividiu o espaço da Cadeia Velha com todas as outras formas de arte. Segundo o secretário e Edmur, “o que sobrar do espaço, mediante critérios, a gente tenta agendar “, escreveu após anunciada o uso do espaço.
Conheça o Projeto Guri
O Projeto Guri disponibiliza atualmente em Santos cerca de 300 vagas para cursos de percussão, violão, iniciação musical, violino, viola, violoncelo, contrabaixo acústico e coral juvenil. A presença na região central da cidade, aumentará o potencial do programa de receber também estudantes de outras cidades da região.
O que é a Agem?
Já a AGEM, órgão responsável pela integração e planejamento de políticas públicas de interesse comum aos nove municípios da região, pretende intensificar as ações culturais regionais. Um assessor será designado para coordenar as atividades culturais no imóvel, em diálogo com a classe artística regional e em interlocução com a Câmara Temática de Cultura do Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista).