Ex-soldado do Exército Brasileiro, de São Vicente, relata experiência na linha de frente da Guerra da Ucrânia
O ex-soldado do Exército Brasileiro Wendew Santos, que serviu no 2º Batalhão de Infantaria Leve (2º BIL) em São Vicente (SP), acaba de retornar ao Brasil após atuar como voluntário na Guerra da Ucrânia. Ele integrou as forças oficiais da Legião Internacional de Defesa do país europeu.
Durante a sua permanência, o combatente brasileiro enfrentou cerca de seis meses de missões complexas em áreas próximas à linha de frente do conflito. De acordo com o seu relato, as operações aconteceram em regiões de intenso confronto, como Zaporizhzhia, Donetsk e Dnipro.
Rotina de combate e sigilo familiar
O voluntário optou por manter a discrição absoluta sobre a sua ida ao fronte de batalha para proteger os parentes mais próximos. A decisão envolveu diretamente o bem-estar da sua companheira durante o período de gestação.
“Eu já estava lá no fronte há meses. Não postei nada porque não queria preocupar minha família. Minha esposa estava grávida e eu preferi não expor a situação”, relatou Wendew.
Segundo o ex-soldado, a rotina no conflito exige atenção total devido aos ataques constantes. A forte presença de tecnologia militar moderna e armamentos pesados torna o cenário extremamente instável e imprevisível para os combatentes.
“Lá o negócio é muito pesado. Tem drone o tempo todo, tem míssil, muita coisa acontecendo. É uma situação difícil no dia a dia”, afirmou o brasileiro.
Perdas e incertezas sobre o futuro
Além do desgaste físico e mental, o ex-soldado também enfrentou a perda de companheiros de farda durante o período em que permaneceu na região de combate. Ele descreve o ambiente atual da guerra como altamente perigoso e letal.
Após encerrar este período de atuação no Leste Europeu, Wendew desembarcou em solo brasileiro. No momento, o veterano avalia os próximos passos da sua carreira e estuda a possibilidade de retornar ou não aos campos de batalha na Ucrânia.
Atualmente, o confronto entre Rússia e Ucrânia continua a atrair voluntários estrangeiros de diversas nacionalidades. Esses combatentes se juntam a unidades internacionais organizadas para prestar apoio tático e operacional às forças armadas ucranianas.
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