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Relembrando o passado

A oportunidade de ter contato com peças e artigos que fizeram parte da decoração de imóveis de séculos e décadas…

13 de março de 2009 - 19:39

Da Redação

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A oportunidade de ter contato com peças e artigos que fizeram parte da decoração de imóveis de séculos e décadas passadas é sempre enriquecedora. A história que cada objeto carrega representa cultura e costumes de gerações e nos leva a conhecer um novo universo.

Imagine ter às mãos um leque mandarim de 1850. Pintado à mão, os rostos das miúdas japonesas que enfeitam a peça foram feitos de marfim e as roupinhas de seda pura. Uma raridade que impressiona pela riqueza dos detalhes. E como descrever a sensação de ver uma coleção de borrões (pratos pintados à mão) feitos em Xangai em 1870 e de um espelho de porcelana italiano de 1880? Todos em perfeita conservação.



Essas são apenas algumas, dentre as muitas peças, encontradas nos antiquários de Santos. Mais do que lojas de antiguidades, eles oferecem variedade de objetos dos séculos XIX e XX.   “Uma de nossa peças mais raras era um santo, de 400 anos, que hoje está no Museu de Coimbra, em Portugal”, diz a jornalista Silvia Matias Simões, uma das responsáveis pelo Antiquário Castelinho.

Variedade
Cristais, móveis, bijouterias, relógios, telefones entre muitos outros artigos. Quando o assunto é raridade, o antiquário é o local certo para encontrar objetos que dão a sensação de volta ao tempo. “O que mais vendemos são móveis e cristais. Noto que as pessoas estão querendo resgatar e investir nesse tipo de peça, que tem valor cultural enorme”, comenta a jornalista. A principal proposta desses locais é oferecer artigos, dentro de uma linha vintage,  voltados à decoração.

Segundo Silvia, o público que adquire essas peças está investindo na decoração da casa. “É  legal mesclar o novo com o retrô. Essa é uma tendência atual”, analisa.

Colecionadores e arquitetos também fazem parte do público que procura os antiquários. “Os decoradores e arquitetos estão entre os que mais buscam os  artigos. Eles influenciam a opinião dos clientes que estão decorando ambientes”, diz o proprietário do antiquário Orlando Antiguidades, Orlando Garcia Júnior. 



Os colecionadores agregam-se a esse público. “Eles também procuram as raridades. Dentre as peças mais antigas, temos um Cristo barroco, do século XVIII, feito na Bahia e, dentre as mais importantes, uma escultura de bronze que está catalogada no livro de escultura. Esse livro tem cotação internacional e a peça é valorizada em todo o mundo”, comenta Júnior.

Além dos objetos originais, alguns locais realizam réplicas. Como é o caso do antiquário ABC Antiguidade Depósito. Os conhecidos espelhos e aparadores venezianos são feitos na própria loja. “Temos lapidadores de São Paulo que realizam esse trabalho aqui mesmo. Normalmente, a maioria dessas réplicas são feitas na China”, diz o proprietário Marcelo Germano. 

Fornecedores
Os artigos raros encontrados nos antiquários são, em sua  maioria, adquiridos de pessoas que procuram o local com a intenção de vender os objetos. “Como estamos no mercado há 27 anos, as pessoas já nos conhecem. Normalmente, são compradores que nos indicam às outras pessoas. Também frequentamos feiras e leilões”, diz Orlando.

A credibilidade e a qualidade do produto oferecido torna-se essencial na hora da compra. “Em sua  maioria, são pessoas que têm essas peças como herança e querem renovar a casa”, diz Júnior. “Também temos alguns fornecedores”, acrescenta.

Vestuário
Não são apenas com os artigos de decoração disponíveis nos antiquários que pode-se ter contato com culturas de outras décadas. Alguns deles disponibilizam, também, roupas e artigos de vestuário no início da século XX . É o caso do Antiquário Castelinho.

Vestidos das décadas de 30 e 40, óculos escuros dos anos 60 e também bolsas e acessórios fazem parte do acervo. Os comportados e tradicionais maiôs atiçam a curiosidade dos que  visitam a sala. Mas, são as peças antigas, de 1890, que chamam mais atenção. “Temos todo tipo de peças (antigas)  para o vestuário feminino e masculino. Algumas são originais e outras, reprodução”, diz a produra de moda, Júlia Simões.



É possível locar as peças para eventos e festas temáticas. “Nosso objetivo é que o santista não precise ir até São Paulo para encontrar esse tipo de produto”, analisa Júlia.

A produtora comenta que também há procura pela locação dos figurinos e de artigos do brechó para peças de teatro, filmes e comerciais.
“Recentemente,alugamos algumas peças e móveis para a gravação do documentário sobre a vida do presidente Lula”, acrescenta a jornalista Silvia.

Para os amantes da moda antiga, uma má notícia: os artigos de vestuário não estão à venda. “São peças raras, que dificilmente são achadas. Se o cliente insistir pela compra, avaliamos o preço que corresponda à peça”, comenta.

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