Abastecimento de água está sendo restabelecido na Baixada Santista | Boqnews
Foto: Gilberto Marques/Governo do Estado de SP - Arquivo

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07 DE JANEIRO DE 2026

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Abastecimento de água está sendo restabelecido na Baixada Santista

Assessor de Relações Governamentais da Sabesp, João Paulo Tavares Papa, explicou sobre o que tem ocorrido e as ações da empresa

Por: Da Redação

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O sistema de abastecimento operado pela Estação de Tratamento de Água (ETA) Mambu-Branco, responsável pelo abastecimento das cidades de Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande e a área continental de São Vicente está em processo de normalização.

Desse modo, os moradores da Baixada Santista têm sofrido com a falta de água.

Segundo a Sabesp, o fornecimento de água para a área continental de São Vicente foi restabelecido e a previsão é que o mesmo ocorra em Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Praia Grande até quinta-feira (8), se não houver novos temporais na região.

O reforço do abastecimento com caminhões-pipa será mantido até a recuperação total, com o monitoramento contínuo das unidades operacionais, atuando de forma integrada para mitigar os impactos à população.

As equipes técnicas seguem em campo realizando as ações necessárias para a retomada total dos serviços, como ajustes preventivos e corretivos no processo de tratamento, pois as águas continuam com alta turbidez.

A colaboração de todos, no entanto, é essencial neste momento com o uso consciente da água, evitando desperdícios como lavar carros e calçadas ou encher piscinas, priorizando as atividades essenciais.

Situação normalizada

Sendo assim, durante o programa Manhã Bandeirantes da Rádio Bandeirantes desta quarta-feira (7), foi noticiado que até a última terça-feira (6), a Sabesp contava com alguns problemas de abastecimento na região sul da Baixada Santista, nos municípios de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

Segundo o assessor de Relações Governamentais da Sabesp, João Paulo Papa Tavares, a situação já está sendo normalizada. “Como era previsto, ao longo da noite de terça-feira e da madrugada desta quarta, o principal sistema produtor dessa região que é composto pelos rios Mambu e Branco, a qualidade do rio mudou, permitindo a produção plena na estação de tratamento de água e hoje estamos em uma condição melhor, com poucas reclamações da falta da água”.

Ele aborda que o sistema está se reestabelecendo e até esta quarta não haverá mais nenhum problema nessa região que é a mais afetada por conta dos temporais do último domingo (4).

 

Fatores

Além disso, ele comentou sobre os fatores que colaboraram para a falta de água. “Nós vivemos aqui um efeito de uma série de fatores negativos. A superpopulação, os dados da Ecovias demonstram isso, foi um recorde absoluto esse ano, a onda de calor que a Baixada Santista enfrentou, a estiagem que vem de meses e que é importante frisar, a Baixada Santista, ao contrário da região metropolitana de São Paulo e do interior, ela não dispõe de represas. A concepção do sistema é voltada para a região litorânea e que pressupõe um sistema todo integrado, desde Guarujá até Peruíbe, alimentado por vários rios. Assim, o que vimos no início, após o Natal, foi uma seca muito grande.”

Para ter ideia, o principal rio que abastece Guarujá, o rio Jurubatuba, que tem uma vazão média de 2 mil litros por segundo, caiu para 800, ou seja, menos da metade da sua produção normal. E depois a mesma coisa aconteceu na região sul, que é o manancial dos rios Branco e Mambu.

Temporal

“Nós já vínhamos com uma certa dificuldade, mas mesmo assim o sistema conseguiu se manter equilibrado. Mas a partir do dia 31 e na madrugada do dia 1 começaram as enxurradas, o sistema já vinha bem depreciado, com pouca reservação de água tratada, mas ainda conseguindo operar normalmente. Assim, vieram essas enxurradas e houveram diversas paralisações, tanto no Mambu Branco quanto no Jurubatuba. Essas paralisações são inevitáveis, porque são fatores que não controlamos.”

Ele cita que as imagens divulgadas para os veículos de comunicação mostram que era impossível fazer tratamento de água nessas condições. “Essas interrupções que acabaram gerando o desafio maior da Baixada Santista e nos últimos dias, tivemos paralisações, durante a madrugada principalmente, mas aos poucos o sistema foi sendo recuperado e como falei, hoje opera plenamente.”

 

Investimentos

Dessa maneira, o assessor também mencionou sobre os investimentos da Sabesp nos próximos anos.

“A Sabesp vem fazendo uma série de investimentos ao longo do tempo. Mas, identificou claramente que em função do aumento da população e especialmente do que estamos vivendo no mundo, que são essas grandes mudanças de clima, nós teremos que configurar o sistema da Baixada Santista com novos equipamentos, novos mananciais, buscando mais resiliência, porque, nos próximos anos, nós poderemos ter a repetição de um quadro de estiagem severa como esse que aconteceu no ano de 2025.

Então, para ter uma ideia, o nível de investimentos que a Sabesp sempre manteve na região era de cerca de R$ 500 milhões por ano. Esse valor teve ampliação para R$ 2 bilhões e até 2029, a previsão é investirmos R$ 7,5 bilhões na Baixada Santista.”

Ele cita que esses investimentos são no sistema de coleta e tratamento do esgoto. Mas, principalmente num reforço do sistema integral de abastecimento de água na Baixada Santista.

Obras em andamento

Além disso, ele destaca que é preciso de novas estações de tratamento para evitar o que aconteceu e vem acontecendo nesses últimos anos. “Nós já estamos com obras em andamento, por exemplo, a principal delas, uma nova adutora interligando Santos a Guarujá. Além de novas obras como a estação de tratamento de água de Praia Grande, que é a estação Melvi. E projetos novos para a região norte, para Guarujá e Bertioga.”

Orientações

Além disso, João Paulo comenta que a Sabesp sempre faz, quando se aproxima a temporada de verão, campanhas e procura se comunicar com seus consumidores sobre como economizar água nesse período que é de maior consumo.

“É muito importante que haja um consumo consciente da água, evitando desperdício, lavar carro, lavar calçada, deixar a torneira aberta. A cada minuto de uma torneira fechada, você tem uma economia de 15 litros de água. Isso é muito significativo e a população pode e tem ajudado bastante.

Aliás, um aspecto que está sendo demonstrado aqui,  a população da Baixada Santista tem consciência do desafio que é esse período da passagem de ano. E tem ajudado e procurado economizar. Enfim, nem todo mundo tem a mesma consciência, mas a grande maioria tem colaborado bastante.”

 

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