Mongaguá registra queda de 92,3% nos casos confirmados de dengue em 2026
Mongaguá vive, em 2026, um cenário de dengue muito diferente do registrado no ano passado. Até 15 de agosto, os casos confirmados da doença despencaram 92,3%, passando de 78 para apenas 6. A queda acentuada também se reflete nas notificações de casos suspeitos, que passaram de 488 no mesmo período de 2025 para 115 neste ano, uma redução de 76,4%.
Essa mudança de cenário é resultado direto da atuação contínua da Vigilância Epidemiológica no monitoramento do Aedes aegypti. Para alcançar esse resultado, a estratégia municipal concentrou-se no monitoramento precoce, no mapeamento de áreas de risco e no treinamento das equipes de campo. Diariamente, os Agentes de Combate às Endemias também realizam vistorias casa a casa, buscando identificar e eliminar possíveis focos do mosquito.
Trabalho antecipado e capacitação técnica
Logo em janeiro, agentes municipais e estudantes de Medicina percorreram juntos os bairros com histórico de casos positivos para realizar o bloqueio de criadouros e avaliar a presença de larvas.
Antes das ações de rua, os profissionais da rede municipal passaram por orientações específicas para identificação e notificação de casos. Em abril, os Agentes de Combate às Endemias receberam uma nova atualização técnica para aprimorar as vistorias e o registro digital de dados.
Escolas e terrenos também são vistoriados
A rotina inclui lugares que nem sempre estão associados à dengue no dia a dia. Creches e escolas municipais, por exemplo, recebem vistorias quinzenais, com atenção para áreas externas, reservatórios, calhas e outros pontos que possam acumular água.
O combate aos criadouros também passa por terrenos e imóveis particulares, onde o acúmulo de água, lixo ou entulho pode favorecer a presença do mosquito. Nesses casos, a Vigilância Sanitária atua a partir das denúncias e das fiscalizações realizadas no município.
Novas regras sancionadas em julho permitem que a Prefeitura execute a limpeza de áreas particulares caso o proprietário ignore a notificação, repassando os custos do serviço ao responsável.
Menos casos, mas dengue ainda exige atenção
Mesmo com a queda expressiva, Mongaguá registrou um óbito por dengue este ano. No mesmo período de 2025, também houve um óbito. O dado mostra que a redução dos casos não elimina o risco de evolução para quadros graves e mantém a necessidade de atenção aos sintomas e aos cuidados para evitar água parada.
“Quando os casos diminuem, nosso trabalho não diminui junto. Pelo contrário: é justamente nesse momento que precisamos continuar atentos para identificar rapidamente qualquer novo registro e evitar que ele se transforme em novos focos de transmissão”, afirma Ana Carolina Lattari, coordenadora da Vigilância Epidemiológica.
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