Aumento

Conta de luz ajudará Eletrobras a pagar dívida com a Petrobras

A Petrobras fornece óleo e gás para que as usinas termelétricas da Eletrobras abasteçam o Norte do país

28 de abril de 2015 - 15:21

Eduardo Cucolo

Folhapress

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Depois das mudanças feitas por Dilma no setor elétrico, a Eletrobras ficou sem dinheiro para pagar a Petrobras

Depois das mudanças feitas por Dilma no setor elétrico, a Eletrobras ficou sem dinheiro para pagar a Petrobras

Os reajustes na conta de energia elétrica deste ano vão ajudar a Eletrobras a pagar uma de suas dívidas com a Petrobras. A estatal do setor de petróleo chegou a fazer em seu balanço uma provisão para perda com esse débito, gerado pelo impacto da redução da conta de luz promovida pelo governo Dilma no seu primeiro mandato.

A Petrobras fornece óleo e gás para que as usinas termelétricas da Eletrobras abasteçam o Norte do país. Depois das mudanças feitas por Dilma no setor elétrico, a Eletrobras ficou sem dinheiro para pagar a Petrobras.

Nas notas explicativas do balanço divulgado na quarta-feira (22), a Petrobras diz que tem a receber R$ 12,8 bilhões das empresas do setor elétrico, sendo R$ 7,9 bilhão da Eletrobras.

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, afirmou nesta terça-feira (28) que essa dívida se referia à situação no fim do ano passado. “Já temos uma nova situação”, afirmou. “Esse valor pode voltar neste ano ao nosso balanço.”

Ivan Monteiro, diretor financeiro da Petrobras, afirmou que, como ocorreu aumento expressivo na conta de luz em 2015, há uma entrada forte de recursos para que seja feito esse pagamento desde março. “Assim que esse fluxo for engordando a CDE [Conta de Desenvolvimento Energético, administrada pela Eletrobras], receberemos nossos créditos.”

Os dois executivos participam de audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado) para falar sobre o balanço da empresa.

A Petrobras divulgou na última quarta-feira (22) prejuízo de R$ 21,6 bilhões em 2014. A empresa teve perdas de R$ 6,2 bilhões relacionadas à corrupção e de R$ 44,345 bilhões com a reavaliação do valor dos seus ativos.

Os ativos foram recalculados considerando a capacidade que eles terão de gerar receita no futuro e o que foi investido. Segundo Bendine, essas estimativas foram revistas para considerar o cenário de queda no barril do petróleo, a desvalorização cambial e “erros de planejamento e de gestão desses projetos”, por exemplo.

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