e tarifas bancárias somou quase R$ 38 bilhões, de janeiro a setembro deste ano,
segundo dados divulgados nos balanços contábeis do Banco do Brasil, Itaú
Unibanco e Bradesco, referentes ao terceiro trimestre. Em relação a igual
período do ano passado, quando o lucro com essas receitas chegou a R$ 34,1
bilhões, o crescimento foi 11,4%.
No caso do Banco do Brasil (BB), as receitas com prestação de serviços
(cartão de crédito e débito, conta-corrente, administração de fundos e outros) e
tarifas bancárias (pacote de serviços, operações de crédito, transferência de
recursos e outros) chegaram a R$ 13,215 bilhões no período de janeiro a setembro
deste ano, um crescimento de 11,4% em relação ao ano passado. Somente as
receitas com cartão de crédito e débito do BB chegaram a R$ 2,337 bilhões e com
pacotes de serviços, a R$ 1,979 bilhão.
O Itaú Unibanco apresentou receitas com prestação de serviços e tarifas
bancárias de R$ 13,960 bilhões, de janeiro a setembro de 2011, alta de 10,7% em
relação ao mesmo período do ano passado.
O balanço do Bradesco, divulgado recentemente, mostrou que as receitas com a
prestação de serviços e tarifas chegaram a R$ 10,816 bilhões no acumulado até
setembro deste ano, crescimento de 12,3%.
Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), “não há grande alteração de
padrão de comportamento” das receitas de prestação de serviços e tarifas. Essas
receitas têm crescido ao ritmo de cerca de 14% ao ano, segundo levantamento da
federação com os cinco maiores bancos e os de capital aberto, representantes de
82% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional.
A explicação da Febraban é que esse ritmo de crescimento está relacionado ao
aumento da inflação
(6,97% em 12 meses encerrados em outubro) e à expansão dos negócios dos bancos.
Segundo a entidade, o número de contas-correntes desses bancos cresceu em média
8% ao ano, nos últimos nove anos, e o de cartões de crédito, 17%.