Bolsonaro assina novas regras para atiradores e caçadores | Boqnews
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Decreto

08 DE MAIO DE 2019

Bolsonaro assina novas regras para atiradores e caçadores

Haverá permissão para a livre importação de armas e munições, e ampliação de uso para moradores de áreas rurais

Por: Pedro Rafael Vilela
Agência Brasil

array(1) {
  ["tipo"]=>
  int(27)
}

O presidente Jair Bolsonaro assinou ontem (7), em cerimônia no Palácio do Planalto, o decreto que regulamenta a posse, o porte e a comercialização de armas e munições para caçadores, atiradores esportivos e colecionadores.

São os chamados CACs.

Entre as mudanças, o governo sobe de 50 para 1.000 o limite de cartuchos de munições que podem ser adquiridos por ano pelos CACs.

Além disso, autoriza o transporte de armas carregadas e municiadas no trajeto entre a casa do portador e os clubes de tiro, o que estava proibido.

O decreto também permite a livre importação de armas e munições e amplia o prazo de validade do certificado de registro de armas para 10 anos. Bem como todos os demais documentos relativos à posse e ao porte de arma.

A íntegra da nova norma foi publicada na edição de hoje (8) do Diário Oficial da União.

“Eu estou fazendo algo que o povo sempre quis, levando-se em conta o referendo de 2005 [que manteve o comércio de armas no país]. O governo federal, naquela época, e os que se sucederam, simplesmente, via decreto, não cumpriram a legislação e extrapolaram a lei, não permitindo que pessoas de bem tivessem mais acesso a armas e munições”, disse Bolsonaro em rápida entrevista a jornalistas após cerimônia.

Ampliação

O decreto também amplia o uso da arma de fogo para moradores de áreas rurais.

Até então, o uso era permitido apenas na casa-sede da propriedade. Com a nova lei, está autorizado o uso em todo o perímetro do terreno.

Também há uma permissão expressa na norma para que estabelecimentos credenciados pelo Comando do Exército possam vender armas, munições e acessórios.

Na prática, isso deve ampliar o número de estabelecimentos comerciais que vendem armas de fogo.

Outra mudança introduzida pelo decreto é a garantia do porte de arma a praças das Forças Armadas com estabilidade assegurada.

Desde que tenham pelo menos 10 anos de serviço. E também a garantia das condições do porte a militares inativos.

Importação

No caso da livre importação, o governo quebra o monopólio da empresa Taurus. É a maior fabricante de armas e munições do país.

Dessa  forma, passa a permitir a aquisição de armas e munições do exterior mesmo quando houver similar no Brasil. Isso era vedado pela legislação em vigor.

Bolsonaro disse que deve rever a taxação da empresa para não prejudicá-la frente a abertura de concorrência no mercado.

O presidente ressaltou que o decreto “não é um projeto de segurança” pública. No entanto, defendeu o direito da população se armar.

Ele criticou as políticas públicas adotadas por governos anteriores.

“Toda a política desarmamentista que começou lá atrás no Fernando Henrique Cardoso até hoje, o resultado foi a explosão do número de homicídios e mortes por arma de fogo. Com toda certeza, dessa maneira, nós vamos botar um freio nisso”, afirmou.

Notícias relacionadas

ENFOQUE JORNAL E EDITORA © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

desenvolvido por:
Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.