Política

Bolsonaro se reúne com governadores da Amazônia Legal

Reunião discute formas de combate às queimadas na região, com a presença de governadores dos nove estados do grupo

27 de agosto de 2019 - 10:26

Andreia Verdélio

Agência Brasil

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O presidente Jair Bolsonaro reúne hoje (27), no Palácio do Planalto, os governadores dos estados que compõem a Amazônia Legal.

O objetivo é, sobretudo, discutir o combate às queimadas na região.

Na última sexta-feira (23), o governo autorizou uma operação de Garantia de Lei e Ordem (GLO). Esta, por sua vez, ganhou o nome de GLO Ambiental.

Ontem (26) liberou R$ 38 milhões do orçamento do Ministério da Defesa, que estavam contingenciados, para as ações.

Todos os nove estados da Amazônia Legal – Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Amapá, Pará, Maranhão e Tocantins – solicitaram adesão ao decreto da GLO. Bem como a ajuda das Forças Armadas para o combate ao fogo.

A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal apuram se houve ação criminosa nos incêndios que se intensificaram no início deste mês.

A reunião está marcada para as 10h. Participam os ministros da Defesa, Fernando Azevedo; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; do Meio Ambiente, Ricardo Salles; da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; da Secretaria de Gocerno, Luiz Eduardo Ramos; da Secretaria-Geral, Jorge Antônio de Oliveira; e do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno.

Ajuda internacional

Ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira (27), Bolsonaro foi questionado sobre a ajuda de US$ 20 milhões (cerca de R$ 83 milhões) anunciada pelo G7 (grupo das maiores economias do mundo, que se reuniu nesse fim-de-semana e discutiu o tema) para ações na Amazônia.

Em resposta, disse que só conversará sobre o assunto se o presidente da França, Emmanuel Macron, retirar os “insultos” que fez a ele.

“Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que ele fez à minha pessoa. Primeiro me chamou de mentiroso e depois, as informações que eu tive, de que a nossa soberania está aberta na Amazônia. Então para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas palavras e daí a gente pode conversar”, disse.

Atual presidente do G7, Macron declarou os incêndios na Amazônia uma emergência global. E, ainda, disse que pode não ratificar o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia. O motivo são as “mentiras” do presidente Bolsonaro quanto ao seu real comprometimento contra as mudanças climáticas, bem como à preservação ambiental.

Além disso, o presidente francês também levantou a possibilidade de um status internacional para a Amazônia.

Ontem (26), o Palácio do Planalto indicou que pode rejeitar os recursos. Entretanto, o ministro Ricardo Salles afirmou que a ajuda é bem-vinda.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, informou que o tema se encontra sob análise do Ministério das Relações Exteriores.

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