Brasil ocupará a presidência temporária do G20 até novembro de 2024 | Boqnews
O primeiro-ministro Narendra Modi, da Índia, e Lula trocaram mudas de árvore, numa referência às preocupações do bloco com o meio ambiente. Foto: Ricardo Stuckert / PR
10 de setembro de 2023

Brasil ocupará a presidência temporária do G20 até novembro de 2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu neste domingo (10) o martelo de madeira que simboliza a Presidência temporária do G20.

A entrega ocorreu durante o encerramento da 18ª Cúpula de Chefes de Governo e Estado do grupo que reúne 19 das maiores economias do mundo, a União Europeia e, agora, a União Africana.

A cerimônia aconteceu em Nova Delhi, na Índia, país que atualmente preside o grupo.

Em seu discurso, o presidente reafirmou que as três prioridades da Presidência brasileira, que começa em 1º de dezembro de 2023 e se encerra em 30 de novembro de 2024.

Ou seja: o combate à fome, pobreza e desigualdade; a transição energética.

Além do desenvolvimento sustentável em suas três dimensões (econômica, social e ambiental), além da reforma do sistema de governança internacional.

“Se quisermos fazer a diferença, temos que colocar a redução das desigualdades no centro da agenda internacional”, afirmou o presidente.

“Todas essas prioridades estão contidas no lema da Presidência brasileira: ‘Construindo um Mundo Justo e um Planeta Sustentável’.”

Forças-tarefa

O presidente também confirmou que o Brasil irá criar duas forças-tarefa no âmbito do G20 para ampliar o combate à desigualdade ao longo da Presidência brasileira.

Ou seja, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a Mobilização Global contra a Mudança do Clima.

“Precisamos redobrar os esforços para alcançar a meta de acabar com a fome no mundo até 2030, caso contrário estaremos diante do maior fracasso multilateral dos últimos anos. Agir para combater a mudança do clima exige vontade política e determinação dos governantes, e também recursos”, alertou.

Governança Global

A reforma do sistema de governança internacional, a terceira prioridade brasileira ao longo do ano de mandato, é necessária para dar aos países em desenvolvimento mais condições de enfrentar a desigualdade, a fome e a mudança climática e buscar um futuro mais justo para suas populações, segundo Lula.

“Queremos maior participação dos países emergentes nas decisões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. A insustentável dívida externa dos países mais pobres precisa ser equacionada”, reforçou.

“A OMC tem que ser revitalizada e seu sistema de solução de controvérsias precisa voltar a funcionar. Para recuperar força política, o Conselho de Segurança da ONU precisa contar com a presença de novos países em desenvolvimento entre seus membros permanentes e não permanentes”, acrescentou.

Mandato brasileiro

A partir de 1º de dezembro de 2023 e até 30 de novembro de 2024, a agenda do G20 será decidida e implementada pelo governo brasileiro, com apoio direto da Índia, última ocupante da Presidência, e da África do Sul, país que exercerá o mandato em 2025.

Esse sistema é conhecido como “troika” e é um dos diferenciais do grupo em relação a outros organismos internacionais.

Entre dezembro de 2023 e novembro de 2024, o Brasil deverá organizar mais de 100 reuniões oficiais, que incluem cerca de 20 reuniões ministeriais, 50 reuniões de alto nível e eventos paralelos.

O ponto alto será a 19ª Cúpula de chefes de Estado e governo do G20, nos dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro.

O G20 – O grupo é formado por África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá.

E ainda: China, Coréia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia.

A União Africana, que constava como convidada fixa das cúpulas, fez um pedido para receber um assento permanente como membro do grupo, que foi aceito neste ano.

 

Da Redação
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