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Pós-Covid

12 DE MAIO DE 2022

Governo do Estado promete zerar filas de cirurgias eletivas até o fim do ano

Pelo menos, 600 mil pessoas aguardam na fila a chance de serem operadas pelo SUS no Estado. Na Baixada Santista, são cerca de 10 mil

Por: Fernando De Maria

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Pelo menos 600 mil pessoas no estado de São Paulo aguardam autorização para a realização de cirurgias eletivas.

Somente na Baixada Santista, estimam-se que sejam 10 mil pessoas aguardando a oportunidade para cirurgias diversas, como oftalmológicas, ortopédicas ou vasculares, por exemplo.

Portanto, o montante é reflexo do volume de pessoas que deixaram de frequentar os hospitais para tratamento durante a pandemia da Covid-19, especialmente nos anos de 2020 e 2021.

Além disso, os novos casos que surgem diariamente.

Assim, diante desta situação, o Governo do Estado deve finalizar até o final deste mês um decreto que permitirá a contratação de prestadores de serviços nas redes filantrópicas e particulares para agilizar os procedimentos cirúrgicos.

“Não temos prestadores de serviços prontos para atender a esta demanda”, enfatizou o governador Rodrigo Garcia (PSDB).

Pelo menos R$ 2 bilhões estão estimados e reservados para agilizar os procedimentos médicos em hospitais e clínicas particulares e filantrópicas a serem credenciados.

Assim, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) deve concluir a questão legal para divulgação das normas de contratação dos grupos interessados em prestar os serviços para a realização das cirurgias de várias áreas.

“Nossa meta é zerar as cirurgias eletivas e diminuir as filas no Estado”, enfatizou.

Primeira vez

Por sua vez, Garcia esteve em Santos pela primeira vez como governador nesta quarta-feira (11), onde anunciou o repasse adicional de R$ 5 milhões à Santa Casa, além de recursos para a área social e obras em Cubatão.

Dessa forma, o montante será adicionado aos R$ 25,6 milhões anuais já repassados ao hospital.

“Isso permitirá a Santa Casa a ampliar os serviços oferecidos à população”, disse.

Governador Rodrigo Garcia ouviu do provedor Ariovaldo Feliciano, da Santa Casa, demandas para o hospital. Foto: Nando Santos

Verbas SUS

No entanto, Garcia enfatizou que o Estado tem tentando suprir a ausência cada vez mais constante do Governo Federal no repasse de verbas pelo SUS.

A despeito da União ficar com 65% os recursos; do Estado, 25%; e os municípios, 15%.

Na prática, a realidade é bem diferente.

“Desde 2008 não há correção da tabela SUS”, enfatizou o governador, fato corroborado pelo provedor da Santa Casa, Ariovaldo Feliciano.

De janeiro 2008 até abril passado, a inflação oficial chegou a 133,67%.

Além disso, o governador citou o caso do Hospital dos Estivadores, cujo custo de manutenção chega a R$ 5 milhões repassados pelo Governo do Estado, R$ 3 milhões da Prefeitura de Santos e R$ 2 milhões da União.

Não bastasse, Garcia enfatizou o programa Mais Santas Casas.

A proposta ampliou de 120 para 333 hospitais filantrópicos no estado.

“Hospitais que nada recebiam do estado passaram a receber recursos e ampliar o atendimento à população”, acrescentou.

Dessa forma, o montante de recursos apenas para o programa Mais Santas Casas subiu de R$ 700 milhões para R$ 1,2 bilhão/ano.

 

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