Confiança do consumidor interrompe três meses de queda
A confiança dos consumidores registrou leve melhora em março e interrompeu três meses de retração. O índice medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), contudo, permanece abaixo da média histórica pelo 14º mês seguido.
A percepção dos brasileiros em relação à economia despencou no meio do ano passado, época das manifestações que tomaram as ruas do país. Desde então, os índices seguem abaixo das médias históricas e sem sinal mais firme de recuperação.
Contribuem para piorar a avaliação dos brasileiros o cenário de inflação elevada e a desaceleração no mercado de trabalho.
Os índices de confiança são um termômetro da atividade futura. Quanto maior o otimismo, maior a disposição do brasileiro para consumir e do empresário para investir.
Em março, melhorou a percepção dos consumidores em relação ao momento atual da economia. A parcela dos que avaliam a situação como boa subiu de 15,2% para 15,6% e caiu o percentual dos que avaliam como negativa o quadro de hoje (era 41% e passou para 39,5%).
A percepção para o cenário de longo prazo continuou a piorar. O indicador que mede o grau de otimismo para os próximos meses caiu pelo quarto mês seguido e alcançou o menor nível desde março de 2009.
Com isso, o índice de confiança do consumidor, composto pelos dois itens, avançou apenas 0,1%, para 107,2 pontos, ante média histórica do indicador de 116,3 pontos. A sondagem da FGV foi feita com base em 2.000 domicílios de sete capitais do país entre 28 de fevereiro e 21 de março.