Dengue

Seis municípios da Baixada Santista estão em situação de alerta e risco

São Vicente é a cidade da Baixada Santista que apresenta o maior risco de explosão de casos de dengue, chikungunya ou zika nos próximos meses.

12 de dezembro de 2018 - 20:58

Da Redação

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No estado de São Paulo, 250 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya, de acordo com o novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018, divulgada nesta quarta (12).

Outras 388 estão em situação satisfatória e outros cinco municípios utilizaram armadilha.

Trata-se de uma metodologia utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

A capital do estado, São Paulo, está em situação satisfatória.

Desse total, 208 cidades estão em alerta e 42 em risco de surto das doenças.

Em São Paulo, a maior parte dos criadouros foi encontrada em depósitos domiciliares (4.456), seguida de depósitos de lixo (1.899) e água (629).

São Vicente é a cidade onde o risco de explosão de casos é maior e figura entre as 42 cidades mais preocupantes no Estado. Foto: Arquivo / Agência Brasil

Baixada Santista

Na Baixada Santista, a pior situação encontra-se em São Vicente.

Ela tem índice de IIP – Índice de Infestação Predial, com o preocupante número 6%, o que a deixa em estado de risco.

Já em estado de alerta (cor amarela) estão as cidades de Itanhaém (2,5% IIP); Santos (2,3%); Peruíbe (2,2%), Guarujá (1,5%) e Cubatão (1,3%).

Em situação satisfatória (cor verde) estão as cidades de Bertioga (0,9%), Mongaguá (0,7%) e Praia Grande (0,6%).

 

Capitais

Todas as capitais do país realizaram um dos monitoramentos de mosquito: 25 realizaram o LIRAa; e duas, armadilhas.

Estão com índices satisfatórios os municípios de Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC).

E ainda: São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE).

As capitais com índices em estado de alerta são: Manaus (AM), Belo Horizonte (MG) Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ).

E também: Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

Já as capitais Palmas (TO), Boa Vista (RR) Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) estão em risco de surto de dengue, zika e chikungunya.

Isso porque  apresentam Índice de Infestação Predial (IIP) igual ou superior a 4%.

As capitais Natal (RN) e Porto Alegre (RS) fizeram o levantamento por armadilha.

Todas as formas de coleta de dados ocorreram no período de outubro e novembro deste ano.

 

Dados nacionais

Em todo o país, 5.358 municípios, 96,2% da totalidade de cidades, realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas doenças.

Deste total,  5.013 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 345 por armadilha.

A metodologia armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

O Ministério da Saúde recomenda aos municípios que realizem ao menos quatro vezes ao ano o LIRAa.

Em janeiro de 2017, a pasta publicou Resolução nº 12.

Ela torna obrigatório o levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti pelos municípios e o envio da informação para as Secretarias Estaduais de Saúde e destas, para o Ministério da Saúde.

A realização do levantamento está atrelada ao recebimento da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra que é utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito.

Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios.

 

Dados epidemiológicos

DENGUE – Até 3 de dezembro, foram notificados 241.664 casos de dengue em todo o país, um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017 (232.372).

A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 115,9 casos/100 mil habitantes.

Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 19,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Passou de 176 mortes em 2017 para 142 neste ano.

 

CHIKUNGUNYA – Até 3 de dezembro, foram notificados 84.294 casos de chikungunya em todo o país, redução de 54% em relação ao mesmo período de 2017 (184.344).

A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 40,4 casos/100 mil habitantes.

Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 81,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Ou seja, passou de 191 mortes em 2017 para 35 neste ano.

 

ZIKA – Até 3 de dezembro, foram notificados 8.024 casos de zika em todo o país, redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017 (17.025).

A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 3,8 casos/100 mil habitantes.

Neste ano, foram quatro óbitos por Zika.

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