Dificuldade

Desemprego cresce pela quarta vez na região de São Paulo

Total de desempregados foi estimado em 1,435 milhão, com acréscimo de 68 mil em comparação ao mês anterior

24 de junho de 2015 - 15:30

Folhapress

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A indústria apresentou saldo negativo, com o fechamento de 25 mil postos de trabalho, significando recuo de 1,6% comparado a abril. O comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas também eliminou vagas, um total de 5 mil, com queda de 0,3%

A indústria apresentou saldo negativo, com o fechamento de 25 mil postos de trabalho, significando recuo de 1,6% comparado a abril. O comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas também eliminou vagas, um total de 5 mil, com queda de 0,3%

A taxa de desemprego cresceu pela quarta vez consecutiva em maio nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo. O índice passou de 12,4%, em abril, para 12,9%, em maio, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), feita em conjunto pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em maio do ano passado, a taxa ficou em 11,4%.

De acordo com a nota técnica, não é comum ocorrer elevação do desemprego nesse período do ano. A situação foi mais crítica na região do ABC Paulista, onde a taxa aumentou de 12,1% para 12,7%. Na  capital paulista, a taxa atingiu 12,5% sobre 12,2% em abril. Nos demais municípios, a média ficou em 13,5% da população economicamente ativa (PEA) enquanto no mês anterior a variação foi 12,7%.

O total de desempregados foi estimado em 1,435 milhão de pessoas, com acréscimo de 68 mil em comparação ao mês anterior. Houve uma ligeira ampliação na oferta de vagas (0,3%), o equivalente à abertura de 27 mil postos de trabalho. A geração de empregos foi proporcionalmente inferior à demanda por vagas, com a entrada de mais  95 mil pessoas no mercado de trabalho. Em 12 meses, o total de desempregados foi 186 mil pessoas, devido ao resultado do corte de 25 mil postos de trabalho e à entrada de 161 mil pessoas na disputa por vagas.

O setor da construção abriu novas oportunidades de emprego. Em maio, foram criadas 41 mil vagas, representando um aumento de 5,9% em relação a abril. No segmento dos serviços, houve ligeira ampliação, de 0,5%, com a criação de 26 mil empregos.

A indústria apresentou saldo negativo, com o fechamento de 25 mil postos de trabalho, significando recuo de 1,6% comparado a abril. O comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas também eliminou vagas, um total de 5 mil, com queda de 0,3%.

O levantamento mostra que, paralelamente ao desemprego, aumentou a precarização no mercado de trabalho com um avanço de 2,8% nas contratações de assalariados pelas empresas do setor privado sem carteira assinada e uma redução de 1,8% nas admissões com carteira.

Em relação aos rendimentos, foi constatada pequena elevação nos ganhos dos assalariados (de 0,3%), com valor passando para R$ 1.930.