Dólar acompanha exterior e sobe para perto de R$ 3,85 | Boqnews
Foto: Agência Brasil
11 de dezembro de 2015

Dólar acompanha exterior e sobe para perto de R$ 3,85

Na próxima semana acontece última reunião de política monetária do Federal Reserve (banco central dos EUA)

Na próxima semana acontece última reunião de política monetária do Federal Reserve (banco central dos EUA)

Com a proximidade da elevação de juros nos Estados Unidos, o dólar opera em alta em relação ao real e outras moedas emergentes nesta sexta-feira (11). A divisa brasileira também é pressionada pelo cenário político interno, com nova ameaça de troca no comando do ministério da Fazenda.

Às 12h15 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, subia 1,29%, para R$ 3,846 na venda. Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, tinha valorização de 1,23%, também para R$ 3,846. Ambas as cotações chegaram a atingir máximas na casa de R$ 3,86 nesta sessão.

Entre as 24 principais moedas emergentes do mundo, o dólar subia em relação a 14 -o real era a quinta que mais perdia força sobre a divisa dos Estados Unidos. O dólar também avançava contra seis das dez moedas globais mais importantes, entre elas o iene e a libra esterlina.

Na próxima semana acontece a última reunião de política monetária do Federal Reserve (banco central dos EUA). O mercado espera que a autoridade americana suba o juro básico daquele país, que está perto de zero desde a crise de 2008.

A expectativa é que a alta dos juros provoque uma fuga de recursos hoje aplicados em países emergentes para os EUA, encarecendo o dólar. Isso porque a mudança deixaria os títulos do Tesouro americano, cuja remuneração reflete a taxa, mais atraentes que aplicações em emergentes, considerados de maior risco.

Internamente, o mercado digere a notícia de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, voltou a sinalizar -desta vez a parlamentares governistas da Comissão Mista de Orçamento- que sua permanência no governo “perderá o sentido” se não for aprovada para o próximo ano uma meta de superavit primário (receitas menos despesas) de 0,7% do PIB.

O descontrole das contas públicas brasileiras e a piora na crise política no país aumentaram a expectativa do mercado de que outras agências de risco, além da Standard & Poor’s, retirarão em breve o selo de bom pagador atestado ao Brasil.

A Moody’s colocou nesta semana a nota de crédito do país em observação para possível rebaixamento em até três meses. A S&P já havia retirado o chamado grau de investimento do Brasil em setembro. Caso uma segunda agência faça o mesmo, grandes fundos estrangeiros serão obrigados a retirar investimentos do mercado brasileiro, encarecendo ainda mais o dólar.

O Banco Central do Brasil deu continuidade nesta sessão aos seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem. A operação, que equivale a uma venda futura de dólares, movimentou US$ 548,1 milhões.

No mercado de juros futuros da BM&FBovespa, o DI para janeiro de 2016 operava estável em 14,155% às 12h15. Já o DI para janeiro de 2021 subia de 15,880% para 15,940%.

BOLSA

O principal índice da Bolsa brasileira operava em alta nesta sexta-feira, amparado no bom desempenho das ações de bancos. O índice chegou a abrir em queda, pressionado pela Vale, mas inverteu a tendência ainda pela manhã. Às 12h15, o Ibovespa subia 0,62%, para 45.913 pontos. O volume financeiro girava em torno de R$ 1 bilhão.

No setor bancário, segmento com maior participação dentro do Ibovespa, o Itaú ganhava 0,69%, para R$ 29, enquanto o Bradesco subia 1,38%, para R$ 21,29, e o Banco do Brasil tinha valorização de 1,55%, para R$ 18,28.

As ações da Petrobras também operavam no azul, apesar da queda de mais de 1% nos preços do petróleo no exterior. Os papéis preferenciais da estatal, mais negociados e sem direito a voto, tinham ganho de 0,67%, para R$ 7,50 cada um, enquanto os ordinários, com direito a voto, subiam 1,73%, para R$ 9,36.

Em sentido oposto, as ações preferenciais da Vale caíam 3,39%, para R$ 9,68. As ordinárias tinham perda de 2,52%, para R$ 12,35. A agência de risco Moody’s rebaixou na véspera a nota de crédito da companhia, mantendo a perspectiva negativa.

Fora do Ibovespa, as units do BTG Pactual subiam 9,42%, para R$ 13,24. As ações da rede de drogarias Brasil Pharma, cujo maior acionista é o BTG Pactual, ganhavam 18,95%, para R$ 6,09 cada uma.

Desde o dia 25 de novembro, quando o ex-presidente do BTG André Esteves foi preso no âmbito da Operação Lava Jato da Polícia Federal, as units do banco já perderam 57,20% de seu valor. Os papéis da Brasil Pharma cederam 68,77% desde então.

Da Redação
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