Duas pessoas permanecem detidas após protesto de tarifas | Boqnews
Foto: Paulo Pinto / Fotos Públicas
13 de janeiro de 2016

Duas pessoas permanecem detidas após protesto de tarifas

tarifaspDuas pessoas detidas na manifestação de ontem (12) em São Paulo, portando artefatos explosivos, continuam presas, informou a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP). Mais 11 pessoas foram encaminhadas ontem à delegacia e liberadas em seguida. Os detidos poderão receber pena de três a seis anos de prisão de acordo com o Estatuto do Desarmamento.

Ontem (13), a manifestação contra o aumento das tarifas foi dispersada pela Polícia Militar antes mesmo de a passeata começar a se deslocar. A polícia disparou contra a multidão na Praça do Ciclista, o que gerou correria. Ativistas ficaram encurralados, tendo de um lado policiais da Tropa de Choque disparando bombas e, de outro, um cordão de policiais que impedia a saída deles da praça.

De acordo com o movimento Passe Livre, pelo menos 20 manifestantes sofreram ferimentos provocados por estilhaços de bombas e balas de borracha e precisaram ser encaminhados aos hospitais da região. Várias jornalistas também sofreram ferimentos, entre eles o fotógrafo Felipe Larozza, que machucou o braço.

Em nota, a SSP informou que “foi necessária a intervenção da Polícia Militar no protesto, pois os manifestantes forçaram com violência o cordão de isolamento”. Segundo a secretaria, eles teriam se negado a seguir pelo trajeto determinado pela PM, a Rua da Consolação, e queriam seguir por “vias que não estavam preparadas para a manifestação naquele momento”.

“A Rua da Consolação estava liberada para o protesto até a Praça da República. Não era possível a alteração do trajeto, pois as linhas de ônibus e o trânsito foram reorganizados para se adequar à manifestação. Os organizadores se negaram a comunicar previamente o trajeto à PM, conforme prevê a Constituição, o que impediu a organização de fazer outro percurso”, diz a nota.

Fernanda Cruz, Da Redação
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