Financiamento público ou privado de campanhas eleitorais divide opiniões
Quando falamos em reforma política, a mudança de sistemas eleitorais não é o único ponto de debate. A crítica também recai sobre o financiamento das campanhas partidárias, que atualmente representam valores exorbitantes no Brasil. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram gastos R$ 74 bilhões divididos por 21 mil campanhas na última eleição. Esse valor é superior a todo o orçamento do estado do Rio de Janeiro e equivalente aos gastos de três Copas do Mundo.
Público ou privado, os cidadãos são quem arcam com os custos no final das contas. Seja com impostos ou sobrepreços de obras e serviços. Com o intuito de diminuir a corrupção e relação promíscua entre doadores privados e parlamentares, movimentos populares e o Partido dos Trabalhadores (PT) defendem o financiamento público exclusivo.
Em contrapartida, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) defende um financiamento misto, pois acredita que um custeio unicamente público é incompatível com a legislação e que ‘os homens corrompem as instituições, e não o contrário’.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na última segunda-feira (11), o relator da Comissão Especial de Reforma Política, Marcelo Castro (PMDB) disse que a tratativa a respeito do financiamento só será incluída após o entrega do relatório ocorrida na terça-feira (12) em um projeto de lei (PL). “Hoje o limite para doação privada é de 2% do faturamento da empresa. Só que esse valor passa a ser muito significativo em grandes corporações. Queremos colocar um teto, um valor absoluto nominal”, afirma o parlamentar.
