FMI destaca avanço do Pix, mas cobra mais autonomia para o Banco Central
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu o papel do Pix na modernização do sistema financeiro brasileiro e defendeu mais autonomia financeira e orçamentária para o Banco Central (BC). Segundo o organismo, a medida ajuda a manter uma supervisão eficiente diante do crescimento do setor.
Pix amplia inclusão financeira
O relatório de Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro (FSSA), divulgado nesta quinta-feira (23), destaca que o Pix aumentou a inclusão financeira, estimulou a concorrência entre bancos e acelerou a digitalização dos serviços financeiros.
Além disso, o FMI avalia que o avanço dos bancos digitais reduziu a concentração do mercado e contribuiu para ampliar a eficiência do setor, com impacto também nas condições de crédito oferecidas aos consumidores.
Desafios para a supervisão
No entanto, o organismo internacional alerta para o crescimento dos riscos de fraudes e ataques cibernéticos. Por isso, recomenda o fortalecimento das regras de segurança e da governança do sistema de pagamentos instantâneos.
O FMI também defende que o Banco Central amplie sua capacidade de fiscalização com mais recursos, autonomia orçamentária e melhores condições para atuação dos servidores.
Debate sobre autonomia do BC
Enquanto isso, o Senado analisa a PEC 65/2023, que propõe mudanças na autonomia financeira do Banco Central. A proposta recebe apoio da direção da instituição, mas enfrenta divergências entre representantes do governo e funcionários do órgão.
Sistema financeiro mantém solidez
Apesar dos desafios, o FMI afirma que o sistema financeiro brasileiro apresenta estabilidade e capacidade para enfrentar períodos de incerteza econômica. O relatório reforça a importância do controle da inflação, de instituições fortalecidas e da continuidade das reformas.
Em nota, o Banco Central afirmou que o relatório contribui para o aprimoramento das políticas econômicas e destacou o reconhecimento do FMI sobre a evolução do sistema financeiro nacional.
O Ministério da Fazenda também ressaltou a avaliação positiva do organismo internacional e informou que o FMI elevou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2,4% em 2026 e 2,2% em 2027.
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