Mais de 55,8 milhões de brasileiros já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional | Boqnews
Foto: Divulgação/MGI
15 de junho de 2026

Mais de 55,8 milhões de brasileiros já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional

Mais de 55,8 milhões de brasileiros já emitiram a Carteira de Identidade Nacional (CIN). O número consta em levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) atualizado até 12 de junho. O documento utiliza o CPF como número único de identificação e está disponível em todos os estados brasileiros.

A primeira via da CIN é gratuita. Para solicitar o documento, o cidadão deve apresentar a certidão de nascimento ou de casamento. Atualmente, os órgãos responsáveis emitem cerca de 39,6 mil carteiras por dia e 1,13 milhão por mês. Somente nos primeiros dias de junho de 2026, os estados emitiram 782,6 mil novas identidades.

A CIN substitui o antigo Registro Geral (RG) e impede que uma mesma pessoa possua diferentes números de identidade em unidades federativas distintas. Com isso, o governo fortalece a confiabilidade dos registros públicos e reduz casos de duplicidade cadastral.

Nova identidade amplia segurança

A nova carteira reúne mecanismos modernos de proteção. Entre eles está o QR Code, que permite verificar a autenticidade do documento por meio do aplicativo oficial de leitura da CIN, disponível gratuitamente para dispositivos móveis. A ferramenta também possibilita a consulta das informações presentes na versão física.

Outra novidade é a integração aos sistemas biométricos de identificação. A medida reforça a segurança dos cidadãos, fortalece o controle estatal e amplia a proteção no acesso a serviços e benefícios públicos.

Prazo de validade varia conforme a idade

A validade da CIN depende da faixa etária do titular. Crianças com até 12 anos incompletos devem renovar o documento a cada cinco anos. Pessoas entre 12 e 60 anos incompletos contam com validade de dez anos. Já os cidadãos com mais de 60 anos recebem documento com validade indeterminada.

Documento segue padrão internacional

A carteira adota padrões internacionais de identificação e inclui uma zona de leitura mecânica (MRZ), semelhante à utilizada em passaportes. Essa característica permite o uso da CIN em viagens para países que mantêm acordos com o Brasil, como os integrantes do Mercosul.

Apesar da facilidade, a CIN não substitui o passaporte para viagens a destinos que exigem esse documento.

Integração com GOV.BR facilita acesso digital

A nova identidade também amplia o acesso aos serviços digitais do governo federal. Integrada à plataforma GOV.BR, a CIN permite a obtenção da conta Ouro, nível máximo de segurança da plataforma.

O documento ainda auxilia na recuperação de acesso à conta em situações como perda ou troca de celular. Para utilizar a funcionalidade, o cidadão precisa manter o aplicativo GOV.BR atualizado, apresentar a versão física da CIN, realizar o reconhecimento facial e fazer a leitura do QR Code. Após a validação, o sistema envia um código de confirmação por e-mail ou SMS.

Versão digital reúne outros documentos

Além da versão impressa, a CIN está disponível em formato digital no aplicativo GOV.BR. Após receber o documento físico, o cidadão pode acessar a plataforma e baixar a versão eletrônica.

O sistema também permite reunir diversos documentos em um único ambiente digital, como Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), identidade funcional, certificado militar, PIS/PASEP, NIS e NIT.

Nova identidade terá papel central nos benefícios sociais

A Carteira de Identidade Nacional integra a Infraestrutura Pública Digital de Identificação Civil e deve contribuir para o aprimoramento dos cadastros dos programas sociais.

Em abril, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos definiu um novo cronograma para a adoção da CIN na concessão e renovação de benefícios sociais. Pessoas sem cadastro biométrico deverão emitir o documento a partir de janeiro de 2027. Para quem já possui biometria registrada na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte, a exigência passará a valer em janeiro de 2028.

Da Redação
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